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Economia

Webinário| “Loja física não vai acabar, mas é preciso mudar”

No ano passado, com a pandemia de covid-19, as vendas digitais avançaram 41% no Brasil. Apesar desse crescimento, o cliente ainda valoriza a ...

Gustavo Pipa afirma que as organizações precisam viver, de fato, uma cultura digital, mas de modo natural

Última atualização

No ano passado, com a pandemia de covid-19, as vendas digitais avançaram 41% no Brasil. Apesar desse crescimento, o cliente ainda valoriza a possibilidade de ver e experimentar o produto. Por isso, a loja física jamais vai acabar. Essa é a avaliação de Gustavo Pipa, executivo de contas na Cognizant.

Segundo o especialista, que foi palestrante na edição desta terça-feira (27) da série de Webinários Rede Tribuna, o que o varejo deve fazer é se adaptar à era digital e às novas preferências dos consumidores.

Gustavo Pipa destacou que empresas investiram em automatização no processo logístico de distribuição  dos produtos (Foto: Thiago Coutinho – 18/07/2019)“Com o avanço da vacinação e o retorno à normalidade se aproximando, as lojas físicas terão que passar por mudanças para continuarem atraindo esse novo cliente”, explicou Gustavo Pipa.

Facilidades como frete grátis e a velocidade de entrega no conforto e na segurança de casa fizeram com que muitas pessoas, até mesmo quem nunca tinha comprado pela internet, passasse a preferir fazer compras online.

“As grandes empresas, fora do Brasil e por aqui também, desenvolveram muito o comércio eletrônico, sabendo que ele veio para ficar; elas observaram que o consumidor está mais propício a comprar se o frete for gratuito, e melhoraram as condições. A velocidade de entrega também é prioridade e evoluiu muito”, disse.

De acordo com o especialista, algumas empresas foram de um tempo de entrega em até 48 horas, para 4 horas, ou até mesmo 1 hora, dependendo do produto e do local. “Houve um grande investimento em automatização no processo logístico de distribuição dos produtos”, apontou ele.

O Magazine Luiza, por exemplo, chegou a adquirir mais de 20 startups no ano passado. O Carrefour também comprou o grupo Big, aumentando o alcance das vendas, sempre de olho na movimentação do cenário digital.

Mas no caso das empresas que ainda não fizeram ou não têm condições de fazer esse tipo de investimento, isso não significa que vão ficar para trás: o uso das redes sociais, como WhatsApp, Instagram, Facebook e TikTok para as vendas é algo que todos podem fazer.

“Os vendedores tiveram que se digitalizar, alcançar os clientes nas redes sociais, ativar promoções e estar sempre disponíveis. Com o grande retorno das vendas físicas, será necessário continuar se dedicando ao online”, disse Pipa.


SAIBA MAIS


O “novo consumidor”

  • Com a pandemia da covid-19, os clientes adquiriram novas necessidades e se tornaram mais exigentes com a pandemia.
  • O novo consumidor tem se voltado a produtos que oferecem uma experiência diferenciada, como os clubes de assinaturas. Essa modalidade, além de cômoda, oferece serviços personalizados de acordo com cada demanda.
  • Além disso, pesquisas indicam que os clientes estão dando cada vez mais preferência a marcas com as quais eles se identificam, que promovam bandeiras como diversidade ou sustentabilidade. Essa conexão afetiva com a empresa é importante.

Lojas têm de se adaptar

  • 94% dos clientes ainda prefere fazer compra nas lojas físicas, segundo pesquisa. Mas eles estão acostumados a consumir com mais conforto e praticidade e, por isso, o varejo tem que se adaptar para atrair esse novo consumidor.
  • Para isso, vale usar a criatividade: investir em atendimento automatizado, espaços preparados para que as pessoas tirem e postem fotos e lojas sobre rodas são exemplos que já foram executados por empresas brasileiras e estrangeiras.

Webinários Rede Tribuna

  • A palestra do executivo de contas Gustavo Pipa já está disponível no site www.tribunaonline.com.br.
  • A próxima edição do Webinário será no dia 17 de agosto, às 14h30, com o CEO do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), José Roberto Maciel. Ele vai falar sobre as estratégias que levaram a empresa a ser referência no cenário nacional e internacional.

Fonte: Gustavo Pipa e Rede Tribuna.

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