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Escola cria equipe de bem-estar

Pensando em formar o aluno para ser realizado profissionalmente na área em que desejar atuar, a escola Monteiro, na Enseada do Suá, em Vitória, criou ...

Escola cria equipe de bem-estar
- Eduardo disse que busca ajudar o aluno a ter projeto de vida que o faça feliz e realizado pessoal e profissionalmente

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Pensando em formar o aluno para ser realizado profissionalmente na área em que desejar atuar, a escola Monteiro, na Enseada do Suá, em Vitória, criou uma equipe de bem-estar inspirada em modelos aplicados na Finlândia, país que é destaque mundial em Educação.

A intenção é promover uma discussão dos alunos em volta de suas angústias, medos e momentos pessoais, segundo o diretor e sócio da escola, Eduardo Costa Gomes.

Ele contou para a reportagem de A Tribuna sobre as mudanças na área da Educação para formar cidadãos competentes e completos e sobre os planos de expansão da Monteiro.

A Tribuna – Em sua opinião, qual é o dever da escola hoje na formação dos alunos?
Eduardo Costa Gomes – A escola deve focar na formação do indivíduo de forma moral. Muito mais do que apenas estudar para uma prova, é preciso que se forme cidadãos competentes, na área que seja.

É formar o aluno, aliando conhecimento e pensamento crítico. Formá-lo eticamente e ajudá-lo a ter inteligência emocional, a lidar com suas emoções de forma racional, e a como se portar em determinadas situações da vida.

Trabalha com o ensino individualizado?
Sim. A escola que realmente quer inovar está preocupada com uma formação que seja muito maior do que só ensinar ao aluno uma determinada matéria ou a fazer algo. Hoje em dia, tudo deve ser mais humano, pessoal, lidando com cada aluno de forma individualizada, entendendo seus objetivos. Buscamos ajudar os nossos alunos a terem um projeto de vida que os façam felizes.

E por que criar uma equipe de bem-estar? Como funciona esse modelo baseado na educação da Finlândia?
O projeto é pautado em uma metodologia de assembleia. Ele foi bem abraçado pelos alunos e já mostra bons resultados. Nossos estudantes são estimulados a compartilhar o que traz angústia ou preocupação entre eles e, juntos, propomos soluções ou medidas para diminuir essa situação.

Todo o projeto é acompanhado por três psicólogos. Queremos formar nossos alunos para serem competentes, então trabalhamos as disciplinas e o bem-estar.

E qual é o principal desafio da área da Educação?
Como gestor, o trabalho na área da Educação é sempre desafiador. Lidar com pessoas é um desafio diário. E o principal dever de um gestor educador é garantir boas relações em todos aspectos da vida, seja no ambiente de trabalho, com os alunos, com os pais e com os colaboradores.

Queremos que a formação do indivíduo seja plena, e que ele se torne um ser humano melhor para a sociedade. Os momentos de crise, por exemplo, são bem complicados e, mesmo neles, temos de lidar com as pessoas.

Eduardo disse que busca ajudar o aluno a ter projeto de vida que o faça feliz e realizado pessoal e profissionalmente (Foto: Leone Iglesias/ AT)Por falar em crise, como estão superando este momento conturbado do País?
Por incrível que pareça, não sofremos muito com a crise. Nos últimos três anos, nós crescemos aproximadamente 6% ao ano.

Temos uma preocupação muito grande em entender as famílias, em estar por dentro da realidade financeira delas. Buscamos ajudá-las a não interromper a geração de alunos da família na escola.

Temos gerações onde o pai estudou em nossa escola e agora o filho estuda no mesmo lugar.

Claro que na crise analisamos todos os cenários e fomos prudentes em planejar nosso orçamento.

E hoje empregam quantos funcionários?
Temos cerca de 100 empregados, em sua maior parte professores, mas também empregamos profissionais nas áreas administrativa, de suporte e consultoria.

Existe previsão de abrir novas unidades?
Temos hoje uma unidade na Enseada do Suá, em Vitória, que trabalha do ensino fundamental ao médio. Há um estudo para abrir uma segunda unidade, mas ainda estamos planejando. A intenção é realizar a abertura nos próximos três ou quatro anos.

E há previsão de contratação de mais gente?
Nossa escola nunca para de realizar seleções. Sempre estamos abertos a novos profissionais. É só entrar em contato, por meio de nossos canais de comunicação, ou comunicar a um de nossos coordenadores pedagógicos sobre a vontade de trabalhar na escola.

O que fazia antes de ser sócio e diretor? Conte um pouco da sua carreira.
Eu sou formado em Oceanografia pela Ufes e sempre fui muito ligado à área ambiental, mas acabei me interessando pela Educação.

Minha monografia foi sobre educação e, na época, minha família já trabalhava na área. A Monteiro foi fundada com outro nome, por minha mãe, e comecei lá dando aula de Biologia para o ensino médio. Antes disso, ainda fui aluno. Cresci sendo aluno, fui professor e agora diretor da escola.

E qual o futuro da escola Monteiro?
Espero que a gente consiga expandir de forma sustentável para não perder a essência do trabalho que a gente faz: escolher um projeto de vida que traga felicidade para nossos alunos.

Queremos conhecer mais as famílias e esperamos que elas cresçam junto conosco, assim como nossos parceiros. O mercado tem espaço para todos.

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