Em 17 bairros da Grande Vitória não são apenas moradores que sofrem com as regras impostas pelo tráfico. Até mesmo na política, a força exercida pelos traficantes tem interferido nas campanhas de candidatos à eleição do dia 7 de outubro.
É o que contam moradores, cabos eleitorais e algumas lideranças dessas regiões. Por medo de represálias, eles preferiram, em alguns casos, não se identificar.
Segundo os relatos, em determinados bairros, os candidatos só conseguem transitar acompanhado das lideranças comunitárias. No caso de se aventurarem a ir apenas com a equipe de campanha, eles não conseguem ultrapassar o limite que separa a entrada do interior da localidade.
Em Cariacica, por exemplo, os cabos eleitorais do candidato a deputado estadual, o vereador Sérgio Camilo (PSC), contam que, em comunidades como Flexal, Santana e Mucuri e Nova Rosa da Penha, por exemplo, já houve casos de expulsão de toda a equipe, com arma apontada para eles.
Uma integrante do comitê contou que, no bairro Nova Rosa da Penha, o grupo foi “fechado” por motociclistas que chegaram a apontar arma para a equipe, dizendo que eles tinha cinco minutos para deixar a comunidade.
Ainda segundo a funcionária, pesa sobre o candidato o fato de ele ser investigador da Polícia Civil. Ela também conta que o vereador improvisou um comitê de campanha em casa, para receber os eleitores, evitando sair para os bairros mais perigosos.
Já Sérgio Camilo fala em precaução. “Esse pessoal não tem nada a perder”, comentou.
Enquanto isso, em bairros como 1º de Maio, em Vila Velha, como contou a liderança comunitária do local, os candidatos só transitam junto ao líder comunitário.
A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (16).