
Haddad disse que fez acenos a Ciro, Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB), seus ex-companheiros de Esplanada no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje preso da Operação Lava a Jato.
“Eu tenho o maior respeito pelos que concorreram no primeiro turno, sobretudo aqueles com quem eu trabalhei. Trabalhei com Marina, com Ciro e com o Meirelles no governo Lula. Tenho o maior respeito e admiração pelo trabalho que eles realizaram”, afirmou Haddad.
Terceiro colocado na disputa presidencial, com 12,5% dos votos com 98,4% das urnas abertas, Ciro Gomes (PDT) disse ontem à noite que sua história é “de defesa da democracia e contra o fascismo”.
Declaração
O candidato adiou uma declaração de apoio para o segundo turno, mas deixou claro que não pretende estar ao lado do candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro. “Ele não, sem dúvida”, respondeu Ciro ao ser questionado sobre o tema.
Em rápida entrevista em frente a sua casa, em Fortaleza (CE), Ciro afirmou que vai comemorar a reeleição, no primeiro turno, do governador Camilo Santana (PT), que chamou de “superlativa”, e a vitória de seu irmão Cid Gomes (PDT) para o Senado, ambos de sua base de apoio no Estado.
“Sou especialmente agradecido ao Ceará. E tenho uma profunda gratidão ao povo brasileiro”, completou.
Ao ser questionado se declararia apoio no segundo turno ao candidato do PT, Fernando Haddad, que nos últimos dias fez acenos a Ciro, respondeu:
“Agora represento um conjunto grande de forças. Mas minha luta é em defesa da democracia e contra o fascismo”.
Há 10 dias, Ciro, na tentativa de se cacifar para uma vaga no segundo turno, vinha criticando Haddad e tentando se distanciar do PT em busca de eleitores do centro.