Além dos órgãos de fiscalização tradicionais, este ano o eleitor também poderá fiscalizar e denunciar as irregularidades cometidas durante as campanhas eleitorais, iniciadas na última quinta-feira.
É que, no caso dos capixabas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) disponibiliza o “Pardal Eleitoral”, por exemplo. A ferramenta, disponível no site da Corte e em formato de aplicativo para aparelhos celulares, permite que sejam feitas denúncias contra práticas como: compra de votos, material publicitário irregular, além de outros crimes eleitorais.
A estudante Débora Barbosa Pires, que vai votar pela primeira vez este ano, comemora o surgimento de opções para denunciar e fiscalizar a ação dos candidatos.
“É uma boa oportunidade de evitar crimes eleitorais”, disse.
Débora fala ainda sobre o porquê de seu interesse pela política, ainda que pareça algo precoce para quem tem apenas 16 anos.
“Como qualquer cidadão ou cidadã, eu quero o melhor para o País. Mas eu sei que, para isso, eu preciso ser mais consciente e ativa e hoje temos mais possibilidades de participar”, comentou.
Outras instituições também estão empenhadas no monitoramento das campanhas dos políticos. Um exemplo é o canal disponível no portal do Ministério Público Eleitoral (MPE-ES).
No caso do MPE-ES, a ferramenta que o eleitor pode usar para denunciar irregularidades é a “Sala de atendimento ao Cidadão”, onde, além de denúncias, existe a possibilidade de enviar sugestões e questionar atrasos em andamento dos processos dos políticos.
O professor Bruno Rangel Avelino da Silva, da Universidade de Brasília (UNB), enxerga nas ferramentas disponibilizadas para controle do processo eleitoral a chance de começar a ter participação mais efetiva na política.
“Essas ferramentas são importantes para o engajamento da sociedade e entendimento das propostas dos candidatos”, ressaltou.
A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (19).