O desejo de exercer a cidadania com o voto demandou uma dose extra de cuidados para evitar a infecção pela Covid-19 durante as eleições 2020. Houve até quem usou caneta para pressionar as teclas da urna neste domingo (15) de primeiro turno.
Esse foi o caso do casal Lucas Reis e Celma Matos, ambos de 51 anos, que foi às urnas no bairro Forte São João.
“Não teve fila nenhuma, foi tudo muito tranquilo. Este ano é diferente, mas não dá pra deixar de votar”, disse Lucas. “Não deixamos de trazer o essencial, o álcool em gel e a caneta para apertar os dígitos da urna”, ressaltou Celma.
A dona Milta Francisco, de 61 anos, levou o próprio álcool em gel. Ela nasceu em Cachoeiro e há 17 anos se mudou e passou a votar em Vitória. Ela mora perto do local de votação, no IFES, e diz que é sempre muito tranquilo.
Dona Milta esperou na fila e votou em menos de cinco minutos, e ficou satisfeita com as medidas de segurança no local. “Está todo mundo se cuidando, e também estou fazendo a minha parte.”
A movimentação também foi vantajosa para comerciantes que buscavam um extra. Geovani Caldeira, de 38 anos, tem sua própria lanchonete, em Cariacica, onde vende salgados assados e fritos, e alguns doces. Os dias de eleição são as únicas ocasiões em que ele vende na rua, em frente às zonas eleitorais.
“Apesar de pandemia, este ano estou vendendo mais que o normal. O movimento está cerca de 80% maior que nos anos anteriores”, comemorou. “Com certeza vou voltar no segundo turno.”
Neste domingo, ele está na frente de um centro universitário no bairro Forte São João, em Vitória.


