Mesmo com as recomendações para que os usuários evitem o uso de senhas muito simples em suas contas, “1234 56” ainda ocupa a primeira posição no ranking das piores senhas usadas em 2017.
No Estado, a estimativa é de que 72 mil pessoas utilizem a senha e estão mais suscetíveis a ataques de criminosos virtuais. O alerta é da SplashData, empresa especializada em segurança digital.
Segundo a companhia, no lugar de procurarem uma senha classificada como “forte”, muitos se convencem de que a “fraca ” basta.
O ranking é feito com base nas 5 milhões de senhas vazadas na internet no ano. Entre os resultados, a pesquisa apontou que 3% das pessoas ainda usam como palavra-chave o tradicional “123456”, o que representa 72 mil pessoas no Estado, entre os 2,4 milhões de usuários da internet.
Estima-se que pelo menos 10% desses usuários também usem uma das senhas genéricas que aparecem entre as 25 mais.
A lista, liderada pelo “123456”, tem outras sequências numéricas óbvias elencadas, como “12345678 ” no 3º lugar, e o
“12345”, na 5ª colocação.
Despontam também palavras como “password” (senha, em inglês), “qwerty ”, sequência de letras do teclado, “letmein” (tradução para ‘deixe-me entrar’) e “iloveyou” (eu te amo).
O especialista em crimes digitais e escritor Wanderson Castilho disse que não adianta investir em melhor segurança em um aplicativo, em um programa, se o usuário escolher senhas supersimples e fáceis de serem identificadas.
“Isso faz com que perca o principal objetivo da senha, que é manter os seus dados reservados. Por isso, há a necessidade de se criar uma metodologia com números, letras maiúsculas e minúsculas e símbolos.”
O analista de segurança Raonny Lourenço explicou que, apesar de muitos sites proibirem senhas “fracas”, muitos sistemas mais simples, incluindo de sites de vendas pela internet, permitem.
“Lá ficam armazenados dados, como de cartões de crédito. É muito perigoso, pois alguns ataques usam listas, como das 3 mil senhas mais comuns para fazer tentativas de forma automática de invasões, chamado de ataque de força bruta.
De posse dos dados, criminosos podem fazer compras virtuais.” Além disso, eles podem ter acesso da dados de compras, informações pessoais, que podem ser usados até mesmo para clonar cartões.
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