A pandemia proporcionou uma reviravolta na carreira da atriz e cantora Vicky Torres. Aos 16 anos, a capixaba que vive no Rio de Janeiro encontrou nas redes sociais uma maneira de estar próxima de quem a admira.
“Existem meninas que querem seguir na carreira de atriz e modelo e que falam sempre comigo. É bom ver que sou inspiração para essas meninas”, conta, ao AT2, a artista que estreou em “Cúmplices de um Resgate”, exibida pelo SBT/TV Tribuna.
Só no Instagram, a capixaba tem mais de 90 mil seguidores. No YouTube, o seu canal tem quase 385 mil visualizações e é lá que entrega sua rotina agitada.
Atualmente nas plataformas de streaming Now e Amazon Prime Video com o filme “As Melhores Coisas da Vida”, dirigido por Andrea Avancini, onde interpreta a protagonista Annie, a jovem está prestes a lançar um single. Trata-se da música “Eis-me Aqui”, uma forma que Vicky encontrou para confortar aqueles que estão sofrendo por conta da pandemia.
“Vi que muita gente estava perdida. Postei vídeos cantando louvores e recebi a resposta das pessoas dizendo que precisavam ouvir aquelas mensagens. Vi que levei conforto para as pessoas”, salienta Vicky, que também participou da novela “Carinha de Anjo”, com Camilla Camargo.
“Experiência diferente”
AT2 Foi protagonista do filme “As Melhores Coisas da Vida”, que está no Now e no Amazon Prime Video. Como foi a experiência?
Vicky Torres Foi uma experiência bacana! A trama conta a história de um amor e amizade. Tem uma galera que quer terminar o namoro da Annie, minha personagem. É uma história adolescente.
Além disso, atuar no curta foi uma experiência diferente. Tive que dar um beijo técnico pela primeira vez em frente às câmeras. Fiquei muito tímida e com vergonha. Foi engraçado, porque, quando acabamos de gravar a cena, eu fiquei toda vermelha. (Risos)
Está prestes a lançar o seu single “Eis-me Aqui”. Fora a ansiedade do lançamento, como estão as coisas neste momento?
A semana está bem. Estou tendo aula online e ansiosa para o clipe sair. Todo dia, olho o telefone para ver se o produtor vai me mandar. Além disso, estou me dedicando bastante ao Instagram e às minhas redes. Tenho um canal no YouTube em que falo sobre tudo: adolescência, minha carreira, minhas aptidões, música, atuação.
Também começou a fazer aulas de jiu-jítsu. Está curtindo?
Sempre tive vontade de fazer uma luta. Quando era pequena, era mais difícil. Eu era Miss, não podia me machucar. Era princesa, né? Fazia balé, ginástica, mas sempre tive vontade de fazer luta. Neste ano, falei com meus pais e comecei. No primeiro dia, eu não sabia se ia levar jeito, mas continuei. Hoje em dia, estou apaixonada. Em dois meses, conquistei dois graus na faixa branca!
E, todas essas atividades, você leva para as suas redes. Quem é o público que te acompanha?
A maioria são meninas novas, de 10 a 12 anos. Tem muita gente adulta que me acompanha. Dependendo do assunto, cada uma reage de uma forma. Quando eu falo sobre adolescência, menstruação, muitas meninas me procuraram. Quando eu falo sobre atividades do dia a dia, tem mulheres mais velhas. Dependendo do assunto, aparece gente de diferentes idades.
Como é ter essa galera toda te seguindo e acompanhando?
No início, foi bizarro, mas de um jeito bom. Comecei muito pequena, e não tinha muita noção de como era ter as pessoas acompanhando meu dia a dia. Quando realmente comecei a ter entendimento, foi algo: “Caraca, as pessoas me reconhecem”. Meninas já me pediram para tirar foto no shopping. Fiquei muito chocada!
Tem muita menina que me chama nas redes porque estão sendo zoadas, pois não têm muitos seguidores. Elas me veem como uma força e me usam como inspiração. Acho gratificante e muito fofo.
Você se sente famosa?
Eu me sinto, mas é porque eu conheço muita gente que realmente é muito famosa, como a atriz Mel Maia e o cantor Buchecha. Sou amiga dos filhos deles, a Giulie Oliveira e o Clauci Júlio, o Cee Jay. Eles são backing vocals da minha música que vou lançar.
Apesar de morar no Rio de Janeiro, o que carrega do Espírito Santo com você?
Carrego muita coisa! O Rio e o Espírito Santo são bem diferentes. Gosto muito do Espírito Santo e das minhas amizades de anos, desde que eu tinha dois anos. A minha família está aí. Eu criei grandes laços e não só com amigos, mas com pessoas da minha escola, pessoas da área. Nisso, A Tribuna sempre esteve presente na minha vida, desde que fui Miss. Criei laços que não deixo por nada.
Logicamente, sinto muita falta do Estado. Aí tudo é perto, enquanto aqui é tudo longe. É um lugar que eu amo e faz parte da minha vida. É meu orgulho falar que sou do Espírito Santo.
Postou uma foto com a legenda “Cantar é próprio de quem ama”. O que quis dizer?
Acho que quem canta, canta com a alma. Todo mundo está querendo mostrar alguma coisa e passar uma mensagem. Seja a letra que for. E a música gospel tem um peso muito grande para as pessoas. A gente transparece. Sabemos quando a pessoa está cantando de verdade. Você passa para as pessoas como você está no momento.
Nessa rotina corrida de atriz, cantora e influencer, quais são os seus planos futuros?
Temos muitos projetos, tanto de música quanto de atuação. Agora, as coisas estão voltando. Voltei a fazer testes e, graças a Deus, as coisas estão fluindo. Estou à espera de uma oportunidade. Espero que eu tenha oportunidade para mostrar meu talento e conseguir alcançar as pessoas.
