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“Está tudo muito fake”, diz cantora Lary

Em um mundo de aparências, comparações e números determinando o sucesso de um artista, a cantora carioca Lary, 27, parece ter descoberto o que é ...

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Lary: " Estou a fim de ser feliz com meu trabalho, de não precisar ficar vivendo com base nas expectativas alheias".  (Foto: Felipe Alberto/Divulgação)Em um mundo de aparências, comparações e números determinando o sucesso de um artista, a cantora carioca Lary, 27, parece ter descoberto o que é preciso para ter uma vida plena. Após cinco anos sob os holofotes, ela aprendeu que o sucesso não se baseia em milhões de visualizações e nem nas expectativas do outro, mas está diretamente ligado à sua felicidade. E o que a deixa verdadeiramente feliz hoje? Fazer o que está a fim!

“Quero estar realizada profissionalmente porque estou recebendo carinho das pessoas e porque estou, de alguma forma, mudando a vida de alguém com aquilo que canto. Estou a fim de ser feliz com meu trabalho, de não precisar ficar vivendo com base nas expectativas alheias. É sobre sair daquilo que me faz mal, me conhecer cada vez mais e estar cercada de pessoas que me apoiam, que são verdadeiras, porque está tudo muito fake, sabe?”, afirma ao AT2.

Ela tem colocado tanto as suas vontades como prioridade que “Só o que eu tô a fim” é o nome de seu 1º e recém-lançado álbum. No projeto, a garota, que chegou a ser chamada de “nova aposta do pop funk” ao trabalhar com a mesma equipe que lançou Lexa e Anitta, mostra amadurecimento e que pode ir muito além de qualquer rótulo.

“Acho que o que mais me prendia era a vontade de ocupar um lugar a que eu não pertencia. Fui amadurecendo e vendo que meu caminho não era o funk. E isso me deixou muito reflexiva. A virada de chave foi quando fiz ‘Mapa Astral’ com o 3030. Essa parceria abriu a minha cabeça, me permitiu testar novas possibilidades e trabalhar com pessoas que me fizeram evoluir”, conta.

E hoje, como canta em “Trem Bala”, “sai da frente que o trem bala vai passar”! Livre de muitas amarras, fala sobre relacionamento, vulnerabilidades, empoderamento e sensualidade por cima de batidas de pop, rap e R&B.

Com 10 faixas totalmente autorais, o projeto conta com as participações de Gabriel O Pensador em “Itacoatiara”, do rapper Chris MC na música “Flashback” e de Lourena em “Crazy”. Clau e LK 3030 colaboram em “Mina Bandida”.
 


“Nunca vai estar 100% livre”


AT2 Acaba de lançar seu primeiro disco, em que mostra a versatilidade da sua voz.

Lary Esse álbum traz muito amadurecimento musical e pessoal. Busquei trazer nele várias facetas minhas. Antes de pensar no disco, lancei um projeto de EPs, e esse processo todo me amadureceu, me apresentou muitas sonoridades, artistas e produtores diferentes. Circular por todos esses meios me fez entender a sonoridade exata que queria. É um CD que me representa agora.

Já deixou de fazer muita coisa por medo de críticas?

Isso já me atrapalhou na carreira e na vida. Quando a gente vive muito com base nas expectativas dos outros, a gente acaba, em algum momento, se desagradando. E “Só o que eu tô a fim” fala exatamente sobre isso. É sobre amor-próprio.

É possível estar livre de todas amarras que nos prendem?

Nós podemos sempre evoluir, mas crescemos numa sociedade que já nos educou com muitas amarras, nos colocando dentro de padrões de comportamento, de relacionamento, de tudo.

Então, é uma luta diária sair de todas essas amarras, porque tudo isso impacta na sua vida pessoal, na forma que você se relaciona amorosamente e no relacionamento com sua família e vida profissional. Acho que a gente nunca vai estar 100% livre. Mas, quanto mais consciente a gente estiver da nossa situação, mais livre a gente está.

Diz agora estar numa “Paz Terrível”. Esse álbum teve um poder terapêutico?

Com certeza! Esse álbum representa todas as minhas versões. Então, me fez muito bem colocar pra fora tudo aquilo que penso. Foi o que saiu de mim, nada ali foge do que eu penso, do que eu vivo.

Como chegar nessa “Paz Terrível”?

É todo esse passo a passo de se livrar daquilo que te faz mal. Às vezes, nós fazemos coisas que nem sabemos o quanto nos ferem. E “Paz Terrível” fala muito sobre isso: sobre cortar laços que prendem a gente de evoluir, mesmo que a gente não tenha sido educado exatamente para isso. Às vezes, está num relacionamento por comodidade e perde a oportunidade de conhecer outras pessoas, o mundo.

Em qual fase do disco você está: mais para “Não Disse que Eu Te Amo”, em que se mostra uma mulher que não busca um relacionamento sério, ou para “Flashback”, em que tem vivido reencontros? Ou está apaixonada como em “Itacoatiara”?

No momento, meio “Flashback”. (Gargalhadas) Estou solteira, mas, ao mesmo tempo, não estou buscando relacionamento. Mas acho que a Lary que mais me representa mesmo é a de “Só o que eu tô a fim”. Ela resume todas as outras, tanto a que se apaixona, quanto a que não se apaixona. Porque sou meio assim, intensa, mas, ao mesmo tempo, mudo de ideia rápido…

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