
No Estado, segundo especialistas, o problema atinge cerca de 115 mil mulheres com idades entre 18 e 40 anos, o equivalente a 10% das mulheres nessa faixa etária.
A atriz revelou que descobriu recentemente a doença. Ela ainda relatou que menstruou aos 12 anos, tinha um fluxo intenso e sentia muitas dores.
“Eu tinha muitas dores e não achava normal. Procurei um ginecologista, porque estava perdendo minha qualidade de vida. Estava perdendo minha produtividade e tinha crises de cólicas de quase chegar a desmaiar, e ter de cancelar gravações. Comecei a tomar anticoncepcional aos 14 anos”.
Segundo a médica ginecologista e especialista em cirurgia minimamente invasiva Thaíssa Tinoco, a doença tem início na adolescência e pode começar nas primeiras menstruações, mas a paciente, geralmente, só vai ter o diagnóstico mais de 10 anos depois, quando, às vezes, já tem quase 30 anos.
“As coisas estão mudando, mas, infelizmente, os ginecologistas não se atentavam para a endometriose. Devemos escutar as queixas da paciente. Uma mulher que tem cólica menstrual, que essa cólica é incapacitante e vai piorando à medida que os anos passam, e ela passa a ter dor na relação sexual, pode ter dor para evacuar e pontadas no ânus, isso é endometriose”.
A ginecologista e obstetra Anna Bimbato destacou que a endometriose pode comprometer o funcionamento das trompas e dificultar a passagem do espermatozoide até o óvulo, dificultando uma gravidez. “Além disso, a quantidade de óvulos pode ser afetada”.
O ginecologista Ronney Vianna Guimarães explicou que não é possível evitar a doença, por ser multifatorial.
“Vários fatores podem desencadeá-la, como os genéticos. Não se tem uma causa específica, o que é mais complexo de prevenir. Mas, bons hábitos de vida, isso inclui a alimentação, ajudam a controlar essa doença e melhorar a qualidade de vida da paciente”.
A doença pode ser tratada com medicamentos e cirurgia, de acordo com a médica Thaíssa.
Uma das inovações no tratamento é a cirurgia com o uso de robô. “Ela oferece visão 3D em alta definição e os movimentos são mais precisos”, salientou.
Dor e dificuldade para engravidar
O que é
- A endometriose é uma doença autoimune, causada por inflamações no tecido uterino.
- Ocorre quando as células endometriais caem dentro da cavidade pélvica. Esse processo é normal de acontecer com todas as mulheres durante o período menstrual.
- Porém, na maioria das mulheres, o sistema imunológico percebe que as células não deveriam estar ali e matam as células, mas no caso de quem tem predisposição para a endometriose, o corpo não percebe as células que estão ali na pelve e elas ficam ativas.
- Quando o ovário elimina o hormônio para estimular o endométrio dentro do útero a crescer, essas células perdidas dentro da pelve respondem a esse estímulo hormonal, gerando a endometriose.
Sintomas
- Entre os sintomas, estão: cólicas menstruais intensas; dor pré-menstrual; dor durante as relações sexuais; dor difusa ou crônica na região pélvica; sangramento menstrual intenso; alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação; e infertilidade.
- A doença começa na adolescência e pode iniciar nas primeiras menstruações, mas a paciente, geralmente, só vai ter o diagnóstico mais de 10 anos depois, quando, às vezes, já tem quase 30 anos, pelo fato de, muitas vezes, os sintomas serem pouco valorizados pela paciente e pelo médico.
Gravidez
- A endometriose pode comprometer o funcionamento das trompas e dificultar a passagem do espermatozoide até o óvulo. Além disso, a quantidade de óvulos também pode ser afetada pela endometriose.
Diagnóstico e tratamento
- O diagnóstico pode ser feito pelo relato da paciente, exame de toque e exames de imagem. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico.
Fonte: Especialistas consultados.