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Montagner mergulhou quando hidrelétrica aumentou vazão de água

O ator Domingos Montagner entrou no rio São Francisco no dia 15 de setembro justamente quando houve aumento do fluxo de água liberado pela barragem ...

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Local em que Domingos Montagner desapareceu após mergulho. Foto: Reprodução / internet.O ator Domingos Montagner entrou no rio São Francisco no dia 15 de setembro justamente quando houve aumento do fluxo de água liberado pela barragem da hidrelétrica de Xingó, no Sergipe. Ele desapareceu na água por volta de 13h50 e seu corpo foi encontrado horas depois.

De acordo com os dados da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), a vazão de água neste dia aumentou a partir de 13 horas. A usina fica a cerca de 2km do local do acidente.

Na manhã do dia 15, a vazão da barragem variou por volta de 820 metros cúbicos por segundo (m³/s), e às 13 horas, estava em 814 m³/s. No entanto, uma hora depois, a vazão passou para 913 m³/s, chegando até 970 m³/s às 15 horas, e depois recuou para abaixo dos 900m³/s. Os números correspondem à programação diária da usina.

A tarde costuma funcionar como horário de pico da rede, com o aumento de vazão caso necessário para produzir mais energia. Os dados da usina foram divulgados pela ouvidoria da Chesf a pedido do site The Intercept.

A Chesf ressaltou à revista Veja que operava dentro da normalidade no dia do acidente com Montagner e que apenas uma alteração significativa de vazão demandaria da hidrelétrica um aviso prévio.

O local em que Montagner e a atriz Camila Pitanga mergulharam foi apontado como perigoso por autoridades da cidade de Canindé do São Francisco. O professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Arisvaldo Mello Jr., destacou que pessoas que mergulham nesse ponto podem ter muitas dificuldades para vencer os fortes fluxos d´água.

O professor desenvolveu um projeto hídrico na região entre 2007 e 2010 e conhece os detalhes do local.

A prainha em que Montagner se afogou fica pouco abaixo da barragem da usina de Xingó, e a água pode ficar mais veloz de acordo com a vazão da água da construção. O fluxo entre as margens, de cerca de 30 metros de largura, costuma ser acelerado e difícil de controlar mesmo para as embarcações que transitam no local.

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