
De acordo com os dados da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), a vazão de água neste dia aumentou a partir de 13 horas. A usina fica a cerca de 2km do local do acidente.
Na manhã do dia 15, a vazão da barragem variou por volta de 820 metros cúbicos por segundo (m³/s), e às 13 horas, estava em 814 m³/s. No entanto, uma hora depois, a vazão passou para 913 m³/s, chegando até 970 m³/s às 15 horas, e depois recuou para abaixo dos 900m³/s. Os números correspondem à programação diária da usina.
A tarde costuma funcionar como horário de pico da rede, com o aumento de vazão caso necessário para produzir mais energia. Os dados da usina foram divulgados pela ouvidoria da Chesf a pedido do site The Intercept.
A Chesf ressaltou à revista Veja que operava dentro da normalidade no dia do acidente com Montagner e que apenas uma alteração significativa de vazão demandaria da hidrelétrica um aviso prévio.
O local em que Montagner e a atriz Camila Pitanga mergulharam foi apontado como perigoso por autoridades da cidade de Canindé do São Francisco. O professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Arisvaldo Mello Jr., destacou que pessoas que mergulham nesse ponto podem ter muitas dificuldades para vencer os fortes fluxos d´água.
O professor desenvolveu um projeto hídrico na região entre 2007 e 2010 e conhece os detalhes do local.
A prainha em que Montagner se afogou fica pouco abaixo da barragem da usina de Xingó, e a água pode ficar mais veloz de acordo com a vazão da água da construção. O fluxo entre as margens, de cerca de 30 metros de largura, costuma ser acelerado e difícil de controlar mesmo para as embarcações que transitam no local.