Paulo Coelho usou suas redes sociais para se manifestar sobre uma nova polêmica envolvendo sua relação com Raul Seixas. Uma biografia do cantor sugere que Raul entregou Coelho para os militares durante a ditadura brasileira.
“Fiquei quieto por 45 anos. Achei que levava segredo para o túmulo”, falou o escritor, retuitando uma matéria do jornal Folha de S.Paulo que se refere ao episódio.
Ao comentar um tuíte de um fã que propunha “cancelar” Raul (o termo usado na web quando fãs e colegas discordam da atitude de uma personalidade ou artista), Coelho ainda comentou: “Não faça isso. Eu vi os documentos que Jotabê me enviou, já tinha conversado com Raul a esse respeito (um dia que ele estava, digamos…) e águas passadas não movem moinhos”.

Embora o escritor não confirme a sugestão do livro, o biógrafo disse à Folha que Coelho “não tem a menor dúvida, hoje, após ver o documento, de que Raul o entregou”.
Segundo a editora, o livro mostra a trajetória de como o garoto Raul, fã de Elvis, se transformou num ícone da cultura pop. A biografia fala sobre a vida dele na Bahia antes de mudar para o Rio no final dos anos 1960 e sobre o início do trabalho nas gravadoras cariocas, onde ele criava arranjos e produzia discos para músicos populares, bem como investiga a criação de clássicos da contracultura brasileira, como Maluco Beleza e Sociedade Alternativa, o alcoolismo e a figura que se ele tornou por conta da doença.