Com passagem recente pelo Espírito Santo, a banda paulista Maneva não vê a hora de retornar ao solo capixaba. “É como se estivéssemos em casa. Já fizemos dez shows até hoje aí e é sempre muito especial. Toda vez que nos recordamos do Estado é assim, com um sentimento bom e ansiosos para voltar”, afirma o vocalista Tales de Polli, ao Tribuna Online.
Mas a ansiedade atual pela qual o grupo passa não está ligada somente a essa expectativa de reencontrar o público do Espírito Santo. Nos próximos dias 14 e 15 de julho na Casa do Lago, em São Paulo, o grupo grava seu primeiro DVD acústico. No repertório, estão sucessos de dez anos de carreira, como “Saudades do Tempo”, “Pisando Descalço”, “Luz Que Me Traz Paz” e “O Destino Não Quis”.
“Nessas últimas duas semanas a gente mal dorme. Acho que é o trabalho mais bonito do Maneva até hoje. Mudamos a forma de compor, me juntei com alguns parceiros como Deko e Gabriel Elias,
que me ajudaram muito nessa questão e gostamos muito do resultado. O Thiago Stancev, produtor musical, fez um trabalho maravilhoso e não vemos a hora de poder mostrar para nossos fãs”, diz Tales.
O que podem revelar sobre o novo trabalho?
Tentamos trazer um pouco mais de brasilidades, novas sonoridades, instrumentos que nunca havíamos utilizado em nenhum outro álbum do Maneva, como sanfona e acordeão, por exemplo. Serão 9 músicas inéditas que já disponibilizamos uma prévia em nosso canal oficial no YouTube e uma regravação muito especial, além de alguns sucessos de nossas carreiras e releituras de músicas de álbuns mais antigos da banda. Será um momento único em nossas carreiras, será um show bem íntimo e a primeira vez que faremos algo tão legal assim. Quanto a participações especiais, talvez sim, talvez não. Vai ficar o mistério! Só indo nos dias 2 e 3 de junho para conferir.
A nova canção “Tô de Pé” fala sobre acreditar nos sonhos e pensar fora da caixa. O que essa música representa para vocês? Existe uma aproximação entre a música e o que vocês já passaram na carreira? Em algum momento, foram chamados de “loucos”, como cantam?
Acho que todos os músicos que enxergam a música como profissão sempre são questionados sobre sua determinação e força de vontade referente aos obstáculos que ela oferece. É difícil acordar todos os dias e saber que nem sempre seus objetivos serão conquistados. Pode ser por isso que somos chamados de “loucos”.
Acreditam que o reggae tem o poder de mudar uma sociedade que forma cidadãos tão parecidos, com ambições e desejos iguais?
Acreditamos que a boa música possa contribuir com reflexão e uma autoanálise mais minuciosa no nosso ser. Não só o reggae, mas como todos os estilos musicais deveriam carregar essa responsabilidade.
Assista ao clipe de “Tô de Pé”:
