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Música

Romantismo suingado e delicioso no primeiro álbum de Brunu Chico

Em 'D de Delícia', instrumentista mistura black music, ritmos brasileiros e romantismo para afirmar sua identidade e origem na periferia de Vitória

Brunu lançou o seu primeiro álbum, “D de Delícia”
Foto de perfil de Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Formado em Jornalismo pela Faesa, atua na Rede Tribuna desde 2012, onde começou como estagiário. Já integrou a equipe de produção de pautas para a editoria de Cidades, e há mais de 8 anos cobre cultura e celebridades no jornal. Na área de assessoria de comunicação, estagiou em instituições públicas e privadas. Também atendeu artistas capixabas e festas.

Última atualização



Suingado, romântico e delicioso! Essas são as percepções causadas aos que topam provar “D de Delícia”, 1º álbum do multi-instrumentista capixaba Brunu Chico.

O título, aliás, veio já com o trabalho finalizado, quando a produtora Rayane Loyola, do selo musical Megalomania, ouviu o resultado e definiu o trabalho como “uma delícia”, fazendo referência ao verso da faixa “Vitamina D”.

O projeto é, sobretudo, um disco de identidade. As canções passeiam por um enorme leque de referências da black music, além de incorporar elementos da música brasileira e de ritmos regionais.

A regionalidade aparece em “Que Cheiro Doce”, composta com Xavier Lucas e que possui uma levada de carimbó, tendo por inspiração a cantora paraense Dona Onete. O artista também mergulha no city pop, na soul music e no gospel, de onde vêm, entre instrumentos de sopro e muitas vozes.

“A Rua Mais Linda da América do Sul” é a música foco do álbum. “Ela revela meu orgulho de ser cria da periferia de Vitória. Além disso, a letra exalta a nossa identidade latino-americana”, conta ao AT2.

Outras três faixas serão trabalhadas: as já citadas “Vitamina D” e “Que Cheiro Doce”, além de “Beleléu das Ideia”, que narra uma história inusitada vivida por ele.

“Perdi o celular no meio do Carnaval e, ao mesmo tempo, vivi um romance, um encontro singular, que resultou nesta linda declaração. Minha intenção era mostrar como a vida traz, simultaneamente, desafios e acalantos”.

Confira a entrevista de Brunu Chico ao jornal A Tribuna

AT2: Todas as faixas foram escritas e produzidas por você?

Brunu Chico: Apenas a faixa “Que Cheiro Doce” eu compus em parceria com Xavier Lucas. As demais músicas foram produzidas e compostas por mim, com direção estratégica da Megalomania. Comecei as composições do álbum em 2020. Mas foi em 2023, após lançar meu o EP “BPM 87”, com apenas três faixas, com incentivo público da Secult-ES/Funcultura, que senti a necessidade de lançar um álbum, pois eu tinha muitos tesouros para revelar para meu público.

Por que atuar em 3 frentes: composição, produção e interpretação? Teve algum auxílio durante esse processo ou foi uma atuação bem solitária?

Produzi, arranjei, mixei e masterizei minhas músicas junto ao selo musical Megalomania, o núcleo criativo de produção musical localizado no Território do Bem, no bairro da Penha. Ter o apoio de uma equipe especializada em lançamentos musicais fez toda diferença, pois eles organizaram minha produção independente, criando cronograma de produção e estratégias de divulgação. Também pude contar com o auxílio de outros parceiros. O Estúdio 3 mixou e masterizou três faixas do disco: “Vitamina D”, “Respirar” e “Tipo Sol”. Já a faixa “Beleléu das Ideia” foi mixada por Uncle Wender, um grande produtor amigo meu.

Três anos separam “D De Delícia” e o EP “BPM 87”. O que esses trabalhos trazem de diferente um do outro?

Eu sempre conecto o trabalho recente aos meus trabalhos anteriores, mantendo a minha identidade musical, que é o enorme leque da Black Music. Do “BPM 87” para o álbum “D de Delícia” há uma mudança de fase da vida, sobretudo, na forma como passei a lidar com as questões cotidianas. Eu amadureci, me permiti vivenciar novas experiências profissionais, sabendo dosar a intensidade.

O que queria mostrar com esse seu primeiro álbum?

Este disco me permitiu produzir como eu sempre quis, com liberdade e confiança no que faço. Produzimos um álbum com a nossa cara: dançante e cheio de sonoridade. Quero aproveitar e convidar todo mundo a ouvir o disco nas plataformas de áudio.



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