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Produção ousada do Netflix sobre religião

Netflix - A Caminho da Fé (Come Sunday) 2018. 1h46. Direção de Joshua Marston. Com Chiwetel Ejiofor, Allie MCulloch, Danny Glover, Martin Sheen, ...

Última atualização

Netflix – A Caminho da Fé (Come Sunday) 2018. 1h46. Direção de Joshua Marston. Com Chiwetel Ejiofor, Allie MCulloch, Danny Glover, Martin Sheen, Jason Segel, Gerard Catus.Cotação: dois.

Esta é uma das prometidas produções originais da Netflix para este ano, que já participou do Festival de Sundance com todo seu prestigio. Apesar de ser uma historia real sobre um fato real, um pregador evangélico chamado Carlton Pearson, não é uma historia de sucesso e repercussão fácil.

Na verdade, é um caso discutível e que pode ser rejeitado pelos espectadores normais do gênero. Pronto, estão avisados. E não vai adiantar apenas o ator Chiwetel Ejiofor ser de primeira linha: o conteúdo é que provoca discussões apesar do que seriam suas boas intenções.

O ator Chiwetel Ejiofor na produção do Netflix (Foto: Divulgação)

A diferença já começa com o pregador tentando convencer uma mulher que encontrou num vôo. Ele não é vigarista. Muito pelo contrário, luta por suas convicções, que podem não agradar a todos.
 

Carlton Pearson (Ejiofor), respeitável bispo membro da Igreja de Cristo, que na década de 1990 pregou para uma congregação de mais de 6 mil pessoas e atingiu milhões através de transmissões pela tevê.

Um enorme risco porque ele foi treinado por um televangelista famoso, Oral Roberts (Martin Sheen), de quem certamente herdaria o cargo e sucesso. Mas arrisca perder tudo quando começa a pregar que o Inferno não é real e que cristãos e não cristãos podem ser todos salvos.

Por causa disso, passou a perder os fiéis e foi chamado de herege. Na verdade, ele teria sido influenciado ao ver na tevê crianças africanas morrendo de fome, passando a não aceitar que um Deus tão amoroso possa permitir tanto sofrimento no mundo.

Só esse resumo já mostra como este projeto é ambicioso e diferente do que vemos normalmente no gênero. O diretor Joshua Marston fez filmes sérios como “Maria Cheia de Graça”, “Perdão de Sangue”, “A Desconhecida”.

Sem dúvida, é altamente polêmico e francamente não é um tema que eu domine muito. Fica a sensação de que o filme tenta alcançar todos os aspectos do conflito e acaba não convencendo, deixando o preço da situação em cima dos atores, em problemas como o jovem gay com HIV (interpretado por outro grande ator negro Lakeith Stanfield) rejeitado por suas opções pessoais.

O fato é que apesar de tanto esforço o filme não teve a reação que esperavam, nem o impacto merecido. A maior parte das pessoas o acham sincero, mas isso não foi o bastante. Os interessados que tomem sua posição. Na verdade, abordar esse tema polemico já é bastante ousado.

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