- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
Entretenimento

“Quando tomar a vacina, vou beijar todo mundo”, afirma atriz Patricia Pinho

“Quando eu tomar essa vacina... Ninguém me segura! Vou beijar todo mundo na boca!”. É em tom de brincadeira – ou não – que a atriz Patricia Pinho, 47 ...

Última atualização

Patricia Pinho vai ministrar a partir de quarta-feira (13) um curso virtual de interpretação baeado em clássicos.  (Foto: Rodrigo Lopes/Divulgação)“Quando eu tomar essa vacina… Ninguém me segura! Vou beijar todo mundo na boca!”. É em tom de brincadeira – ou não – que a atriz Patricia Pinho, 47 anos, conta quais são os seus planos assim que finalmente for imunizada contra o novo coronavírus.

Contudo, a humorista, famosa por seu trabalho no teatro e na televisão, sobretudo nos extintos “Zorra Total” e “Zorra”, também compartilha com o AT2 o que deseja de seus próximos passos profissionais.

“Quero fazer teatro, quero rodar o Brasil e conhecer as companhias teatrais das diversas regiões. Quero trocar muitas ideias sobre o Brasil e a nossa cultura, que é maravilhosa! Amo esse País”, diz a carioca, que na bagagem tem 35 anos de experiência nos palcos.

“Fui criada em teatro amador. Lá, a gente tinha que passar por todas as funções de uma peça. Conheço todas as engrenagens que fazem o teatro acontecer”, afirma ela, que começa na quarta-feira (13) um curso virtual de interpretação.

“Gostaria de trocar minha experiência com atores mais jovens e com atores que estejam a fim de se conectar com o teatro. Escolhi os clássicos, como William Shakespeare, Nelson Rodrigues e Bertolt Brecht, por exemplo, porque são textos universais”, explica a vencedora do prêmio Associação de Produtores de Teatro como melhor atriz coadjuvante em 2010.

Com toda essa experiência nos palcos e na TV, o que é preciso para que o público, seja aquele que acompanha os trabalhos pela televisão, nas cadeiras do teatro ou, mais recentemente, nas plataformas online, se identifique com o trabalho de um ator?

“Um ator deve colocar sua alma, seus sentimentos, a serviço da personagem. É assim que a gente seduz o público”, diz.


“Minha geração está aprendendo a fazer lives”


AT2 Nesse momento de pandemia, de isolamento social, acredita que a arte ganhou um novo sentido na vida das pessoas?

Patricia Pinho O isolamento social é muito difícil, porque a cultura brasileira é, no geral, calorosa. Nos abraçamos, nos beijamos, mas nesse momento é exatamente o que precisamos evitar. A arte se torna cada vez mais essencial, porque ela é a fantasia necessária para nos tirar da dura rotina que nos separa das pessoas que amamos.

Qual o papel de um artista e de que maneira ele pode contribuir para a sociedade?

As séries, novelas e filmes, nesse momento, são uma ponte para um outro mundo. A gente pode ver outras vidas, sentir outras emoções, se apaixonar…

A pandemia encurtou a distância entre artista e público?

Essa é uma transformação que veio para ficar. Minha geração está aprendendo a fazer lives, entrar no Zoom, criando conteúdos digitais. O público pode ter acesso ao que o seu artista faz diretamente.

Agora, a casa dos atores se integraram ao cenário das produções. Permitir ao público conhecer esse cantinho de vocês é também uma maneira de aproximação?

Abri minha casa para as gravações remotas do “Zorra” e foi um processo muito interessante, mas muito difícil ao mesmo tempo. Porque requer uma disciplina muito grande. Os atores sozinhos, em casa, fazem o trabalho por toda a equipe do set.

Passou por algo nessa pandemia que a fez rir e trouxe um pouco de leveza?

Eu rio o tempo todo com meus gatos. São três. Gatos são muito engraçados. Estou sempre rindo.

Qual o segredo de um ator para fazer com que o público se identifique com um personagem dele?

A alma. Um ator deve colocar sua alma, seus sentimentos, a serviço da personagem. É assim que a gente seduz o público. Com nosso afeto. Nossa boa onda.

E no humor? Há uma fórmula para fazer rir?

Há quem diga que há fórmula. Eu discordo. Para mim, rir é um estado de graça, um estado divino. Quando a gente se encanta, a gente ri, quer logo ficar amigo. E cada pessoa tem seu humor.

Qual o futuro do teatro pós-pandemia?

Fui criada em teatro amador. Lá a gente tinha que passar por todas as funções: figurino, cenário, luz, maquiagem… Já operei som, já montei luz, conheço todas as engrenagens que fazem o teatro acontecer.

Postou uma foto de biquíni acompanhada de uma mensagem pela liberdade dos corpos. Por que ainda há essa insistência da sociedade em regular os corpos alheios?

Acho que regular os outros é muita falta do que fazer, que cada um regule a si e seja feliz. Somos pessoas diferentes, com vontades e desejos diferentes. Nunca fui magra, mas sempre me senti muito mal com o meu corpo. Com o olhar dos outros na praia. Mas então, aos 47 anos, eu me olhei bem e resolvi aceitar essa gordinha gata que sou eu.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.