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“Skate me abriu muitas portas”, diz rapper

Antes de se tornar um fenômeno do rap, Lennon Frassetti, o L7nnon, era um astro do skate, chegando a participar de competições representando o ...

L7nnon

Última atualização

L7nnon (Foto: Divulgação/JP Maia)

Antes de se tornar um fenômeno do rap, Lennon Frassetti, o L7nnon, era um astro do skate, chegando a participar de competições representando o Brasil. Cria de Realengo, no Rio, ele reconhece a importância do esporte na sua trajetória, mas se vê como protagonista da própria história.

“O skate me abriu muitas portas e tem muita influência no que eu sou hoje, mas acredito que a gente faz o nosso caminho. Minhas escolhas me levaram ao lugar que tenho me encontrado. Não existe o impossível”, afirma ao AT2.

Hoje, aos 27 anos, o lugar que ele ocupa é o do sucesso, resultado do seu talento musical. A arte de rimar, que no início era apenas um hobby, agora garante a L7nnon mais de 424 milhões de visualizações só no YouTube. E sua atuação como skatista acabou ficando em segundo plano.

“Não estou praticando na mesma intensidade que antes, mas sempre que posso estou dando um rolê. Sou apaixonado por isso!”, garante.

Com dois álbuns lançados, “Podium” (2019) e “Hip Hop Rare” (2020), o carioca acaba de divulgar o single “Mais Que Isso”, cujo clipe ultrapassa a marca de 3 milhões de acessos. Na letra, ele exalta suas conquistas e demonstra ambição.

Ainda este mês, estará disponível o 11º vídeo do famoso projeto “Poesia Acústica” e o rapper está no time de artistas. Ele vai dividir os vocais de “Nada Mudou” com Xamã, Azzy, Lourena, Cynthia Luz, Ryan SP, MC Poze do Rodo e o capixaba Chris MC.


L7NNON – Rapper
“Independente da fama, eu vou continuar sendo o que sou”


AT2: Na música “Motivos”, reforça que a batalha sempre antecede o sucesso. Qual foi o maior desafio que enfrentou até aqui?
L7NNON: Foi provar dentro da minha casa que podia dar certo, acreditar no que eu acreditava e fazer aquilo ali acontecer. Provar que era possível fazer isso se tornar real. Hoje em dia, tenho o respeito, a consideração e o carinho da minha família como fã.

Alguns artistas fazem um som ostentação, mas você canta, em “Hitmaker”, que “não é questão de ostentação, é mais vitória pessoal mesmo”. É assim que enxerga a sua trajetória? A fama e o que vem com ela não importam para você?
É muito mais vitória pessoal, sem dúvida. Não importam, até porque, independente do que a fama trouxer, eu vou continuar sendo o que sou. É aquilo o que vier. Eu vou estar ali escolhendo o que eu vou querer pra mim, o que vou deixar passar, e por aí vai… Nossa vida é isso. Só o que a gente quiser vai fazer parte da nossa realidade.

Você é um cara sem vícios. Essa decisão tem a ver com as suas vivências?
É mais uma decisão minha mesmo. Ninguém nunca me obrigou a beber, fumar ou a não beber e a não fumar. Foi só uma escolha minha.

Não usa palavrão em suas músicas, o que é algo pouco comum no rap. Por quê?
Sempre prefiro optar por esse caminho, por algo que todo mundo possa ouvir de forma saudável. Mas de forma alguma eu criticaria quem fala palavrão nas suas letras, até porque cada um é de um universo, de uma realidade, e ninguém é melhor do que ninguém por falar ou não palavrão.

Já se apaixonou por uma mulher que tinha princípios diferentes dos seus, como traz a história da música “Da Boca”?
Nunca me apaixonei por uma mulher da boca de fumo, mas já me apaixonei por uma mulher que tinha princípios diferentes dos meus. E fluiu até onde tinha que fluir. Hoje em dia, estou solteiro.

É um cara que desapega fácil de uma paixão?
Não é que eu seja um cara que desapega fácil. Vou de acordo com as situações. Se as situações fazem eu me apaixonar cada vez mais, vou continuar. Mas, se acontecerem coisas que venham a esfriar isso em mim, vou dar um final.


O QUE ELE DIZ


Atuação em clipe
O rapper fez sua estreia como ator no clipe “Da Boca”, que já possui 12 milhões de visualizações no YouTube. No vídeo, ele é par romântico da atriz Dandara Mariana, a intérprete de Bel em “Salve-se Quem Puder” (TV Globo).

“Foi demais atuar ao lado de pessoas extraordinárias como Dandara e Jonathan Azevedo. Era algo que eu já pensava em fazer e, obviamente, pretendo fazer outras vezes”, salientou ao AT2.

Parceria com Black Alien
“Hip Hip Rare”, 2º álbum de L7nnon, chegou ao mundo em novembro com várias parcerias. Participaram do projeto nomes como Black Alien, MC Hariel e Papatinho.

“Esse trabalho representa muito pra mim. Trabalhar com o Black Alien foi surreal. Foi uma pessoa que virei ainda mais fã”, afirma.

Sequestro
“Quando comecei na música, não imaginava que isso fosse se tornar algo grandioso”, diz. Mas o rap não só o levou rumo ao sucesso como também já o salvou de um sequestro. L7nnon estava dentro do carro carregando o celular, quando foi abordado por três caras armados.

Ao ser questionado por um deles sobre o que fazia da vida, o artista respondeu que cantava. O sequestrador, então, pediu uma palinha e ele cantou trecho de “Cai Babylon”, que fala: “Senhor, abençoe meu povo e que não morra mais nenhum inocente”.

“Depois que cantei, ele perguntou se eu era um moleque de Deus. Respondi que sim, e ele começou a conversar comigo. Ele falou que gostava de música e pediu desculpas pela situação”.

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