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Capixaba é a nova revelação do SBT

O sonho se tornou realidade! No dia que completava 31 anos de idade, a atriz capixaba Gabriela Saadi também fazia a sua estreia em “As Aventuras de ...

"É muito gostoso realizar esse sonho, mas tudo de bom traz consigo dores. É difícil estar longe da minha avó, dos meus pais, da minha família, dos amigos”

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Atriz vive a vilã Violeta em “As Aventuras de Poliana” (Foto: Lourival Ribeiro / SBT)O sonho se tornou realidade! No dia que completava 31 anos de idade, a atriz capixaba Gabriela Saadi também fazia a sua estreia em “As Aventuras de Poliana”, novela exibida pelo SBT/TV Tribuna.

“Ganhei de presente de aniversário minha primeira novela!”, comemorou ela, ao falar sobre o “inesquecível” dia 13 de fevereiro.

E quem diria que, logo em seu primeiro papel, Gabriela interpretaria uma vilã? “Vilã é nuance, é saboroso. É experimentar o novo e, às vezes, aquela vontadezinha de dizer ou fazer o que ‘não pode’”, disse ela ao AT2.

Apesar da boa receptividade do público às vilanias de Violeta, a atriz não pensa em se prender a esse papel. “Quero contar muitas histórias, não só como vilã, mas na diversidade de muitos papéis”.

Gabriela planeja se mudar para São Paulo com o marido, Thiago Guimarães, e os 2 filhos e criar lá uma nova sede do Cult Espaço Cultural, projeto que ela toca em Vila Velha.

“O Cult se tornou meu projeto de vida. Muitos sonhos meus como atriz não tinham sido realizados, mas pensei que eu poderia preparar pessoas que tinham o mesmo sonho que o meu. Eu não queria deixar reverberar isso de que no Espírito Santo não tem ator. Tem é muito ator que precisa de oportunidade”.


ENTREVISTA | Gabriela Saadi, atriz
“Não acho que seja sacrifício. Eu encaro como um desafio”


AT2 – Estreou no mês passado em “As Aventuras de Poliana” como a personagem Violeta. Como tem sido?
Gabriela Saadi – Não tinha como entrar melhor na casa dos 30! Ganhei de presente de aniversário minha primeira novela! Sempre sonhei em viver este momento, mas não foi apenas uma experiência imaginária. Investi tempo nos estudos e não perdi o foco nem a esperança. Chegou a minha hora!

Como se descobriu artista?
Eu digo que nasci artista. Não lembro de ter opções e fazer uma escolha. Lembro apenas dos sentimentos que eram muitos dentro de mim, quando minha plateia preferida me assistia, do sofá de casa! Me emociono recordando a criança que fui e de quem eu gostaria de ser quando adulta!

Há muitos atores que sonham estar em uma novela…
Quando criança, sonhava tão seriamente em fazer novela que cheguei a socar insistentemente a televisão da minha casa para ver se conseguia entrar ali! (Risos)
Aos 30, quando me vi pela primeira vez na TV, um filme passou na minha cabeça. Me emocionei demais e até agora sinto minha “ficha cair”. Aprendi a me ver sem me julgar, mas com olhar crítico. E isso tem me ajudado bastante.

E a Violeta? O que mais te chama a atenção nela?
No início, eu defendia a Violeta, como se ela não fosse vilã e tivesse apenas traumas e dores mal curadas. Até que conheci melhor sua conduta. Me dei conta do privilégio que tinha nas mãos: interpretar uma vilã no meu 1º trabalho na TV.

Você é casada, tem dois filhos e continua vivendo em Vitória. Sua rotina mudou muito?
Sou casada com o Thiago e tenho dois filhos, um de 11 e um de 6 anos. Do meio do ano pra cá, comecei a viajar mais. Só que nunca fiquei tanto tempo longe. Tem semana que fico até 5 dias longe. Estamos com planos de trazer a família para São Paulo. A nossa rotina mudou completamente. Tive que abrir mão de fazer dever de casa com as crianças, de fazer cafuné… Mas é um investimento e é a realização de um grande sonho.

Vale o sacrifício?
Não acho que seja um sacrifício. Encaro como um desafio. É muito gostoso realizar esse sonho, mas tudo de bom traz consigo dores. É difícil estar longe da minha avó, dos meus pais, da minha família, dos amigos. Mas é uma dificuldade que vale a pena, pois tem um propósito muito maior por trás.

"É muito gostoso realizar esse sonho, mas tudo de bom traz consigo dores. É difícil estar longe da minha avó, dos meus pais, da minha família, dos amigos” (Foto: Lourival Ribeiro / SBT)


O que ela diz

Criando uma vilã
“O processo de criação da Violeta foi muito difícil. E reconhecer que ela era ruim em muitas faces foi dolorido para mim, enquanto atriz. Ela tem multipersonalidades. Foi um processo dolorido, porém gostoso, saboroso. Muitas lágrimas rolaram, tive insônia, medos…
Eu me inspirei muito na Dóris, personagem de Regiane Alves em ‘Mulheres Apaixonadas’. Ela era uma filha muito desrespeitosa com o pai”, conta Gabriela Saadi sobre sua personagem em “As Aventuras de Poliana”.
E acrescenta: “A Violeta vem para a segunda fase da novela muito mais ousada no que ela se propõe a fazer. Infelizmente, ela escolheu o caminho mais difícil, que é mentira, deslealdade, ingratidão…”.

Recepção do público
“O público me surpreendeu muito. Confesso que tive receio deste momento. Mas as pessoas estão sendo maravilhosas, não só abraçaram a Violeta, sendo quem ela é, como me receberam de braços abertos como atriz. Emocionante!”, afirma.

Medo e apoio
“Quando criança, contar histórias para minha família era meu hobby! Sempre fui a palhaça da casa, mas o que era brincadeira foi levado a sério por mim e por eles. Meu pai resistiu algum tempo, por medo do que eu poderia passar na profissão. Minha mãe me apoiou emocionalmente, para que eu fosse resiliente. Quando viram que eu estava no caminho certo, continuamos e chegamos juntos onde estamos!”.

Mãe queria ser atriz
“Minha mãe é a artista mais linda que conheço: sensível e sonhadora. Infelizmente, não realizou seu grande sonho de ser atriz quando jovem. Mas a atriz que mais me inspira, por sua simplicidade e maestria na vida, no teatro, na TV e no cinema, é Fernanda Montenegro”, diz a jovem, que começou a estudar Teatro na igreja, é formada em Artes Cênicas no Estado e chegou a cursar 2 anos de Psicologia. Ela foi descoberta por uma agência em São Paulo e selecionada pelo SBT durante workshop com mais de 100 artistas.

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