O atacante Robert chegou do futebol baiano para defender o Real Noroeste durante a Copa Espírito Santo, no ano passado, e não marcou gols nas quatro partidas que disputou. O ano de 2019 começou, o jogador ganhou a condição de titular na equipe e desencantou. Já são 11 gols em 9 jogos disputados no Capixabão, o que rendeu a ele a artilharia isolado do campeonato e o posto de quatro maior goleador do País.
O maior artilheiro do Brasil até o momento é o atacante Jefinho, do Potiguar, equipe do Rio Grande do Norte, que tem 13 gols neste ano. A segunda colocação é dividida por Edson Cariús, da Ferroviária/CE, e Gilberto, do Bahia, ambos com 12 gols.
No entanto, a favor de Robert está o fato dele ter jogado menos partidas do que seus adversários na briga pela artilharia do Brasil. Jefinho e Gilberto já atuaram 13 vezes no ano, enquanto que Cariús disputou 14 jogos.
“Fico grato por estar nessa briga da artilharia no Brasil. Tenho que agradecer ao grupo por me ajudar. Estou trabalhando para conseguir fazer os gols e ajudar a minha equipe. Fico feliz por estar entre os artilheiros dos Brasil. Quero continuar nessa briga e até mesmo ser o maior artilheiro do País”, almeja o atacante.
Para ficar entre os maiores goleadores da temporada, Robert deixou para trás nomes conhecidos no cenário nacional como Ricardo Oliveira, do Atlético/MG, Gabigol, do Flamengo, Fred, do Cruzeiro, e Ricardo Goulart, do Palmeiras.
“É uma satisfação para mim. São grandes jogadores, como Ricardo Oliveira, e estou nessa briga com eles. É muito importante e espero continuar fazendo mais gols para a cada dia seguir nessa lista”, disse.
A medida que os gols foram saindo e a fama de goleador foi chegando, o atacante ganhou o apelido de Robgol dos torcedores do Real Noroeste. Nesse meio tempo, a forma física do atleta também chamou a atenção e virou alvo de outra alcunha: gordinho artilheiro.
Questionado se essa brincadeira o incomoda, Robert disse que fica envergonhado, mas, agora, leva na esportiva. “A cada dia o professor Wanderson (preparador físico do time) vem trabalhando comigo para perder peso, mas levo mais na esportiva. Sempre tive essa briga com a balança”, conta o artilheiro.
Surpresa com número de gols
No futebol, o camisa 9 tem a função de ser o “cara” dos gols de uma equipe. Robert tem correspondido a altura essa expectativa dos torcedores e do técnico do Real Noroeste, Duzinho. Mas a boa fase espanta até mesmo o artilheiro.
“Nós que somos atacantes sempre pensamos em fazer gols. Mas a forma que está acontecendo hoje é surpreendente. Estou a frente na artilharia do Capixabão com 11 gols em 9 jogos. Não posso deixar as coisas subirem a cabeça. Isso o Duzinho vem colocando na nossa cabeça”, revela.
Para um comparativo, os maiores goleadores do Capixabão no ano passado foram Warley e Igor Santos, ambos do Real Noroeste, que marcaram 6 gols cada um.
Segundo maior artilheiro de time baiano
Antes de chegar ao Real Noroeste, no segundo semestre de 2018, Robert passou por alguns clubes da Bahia, como Catuense, Juazeirense e Fluminense de Feira de Santana. Mas foi no Atlético de Alagoinhas que o atacante já deixou seu nome gravado na história do clube como o segundo maior artilheiro do time com 57 gols.
O maior goleador do clube é Caroço, que jogou na década de 70, e marcou 59 vezes.
“No Atlético de Alagoinhas, fui vice-artilheiro do Campeonato Baiano com 13 gols, em 2009. Fiquei só atrás do Neto Baiano, que jogava no Vitória. Depois de ser vice-artilheiro do campeonato fui para o Vitória”, lembra Robert.
Robgol começou no futebol na cidade de Mariporã e, em um amistoso contra um time chamado Força Sindical, ele se destacou e foi chamado para atuar nessa equipe, onde ficou de 2000 a 2002. No ano seguinte, foi para o São Paulo, onde ficou por cinco anos na base do clube e teve a oportunidade de atuar com Diego Tardelli, Hernanes e Fábio Santos.
Filho amuleto
Antes de entrar em campo para disputar os jogos do Capixabão, Robert tem um ritual muito particular. Ele sempre liga para o filho Bernardo, de 8 anos, que mora na Bahia. É durante essas conversas com o garoto que vêm a cobrança para balançar as redes adversárias.
“Quando acaba o jogo ele sempre me cobra. O jogo acaba, ele me liga e pergunta se fiz gol e quanto foi o jogo. Quando deixo de fazer gol, ele reclama comigo. Ele gosta de futebol e está sempre acompanhando”, revela Robert sobre o filho, que ele garante também ser atacante goleador.
