
Atual vice-primeiro-ministro da Rússia, Vitali Mutko confirmou nesta quarta-feira (27) que deixará o cargo de presidente do COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2018. O dirigente foi banido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) no início do mês por seu envolvimento em escândalo estatal de doping.
Mutko era o ministro do Esporte na época dos Jogos Olímpicos de Sochi-2014, quando, segundo o comitê internacional, a Rússia praticou irregularidades no seu sistema de controle de doping.
“O Comitê Organizador é uma estrutura pública e neste momento estou renunciando ao meu cargo. O Comitê Organizador será chefiado por Sorokin [CEO do órgão] e ele vai cuidar de todos os assuntos com a Fifa e ser o responsável por esta interação a partir de agora”, afirmou Mutko.
O cargo será agora ocupado por Alexei Sorokin, que já é diretor executivo do comitê organizador da Copa.
“De fato, não haverá muitas mudanças. Lamento pela saída de Vitali, mas ele continuará envolvido no trabalho já que é o vice-primeiro ministro. Estou pronto para acumular os dois cargos. As duas funções são semelhantes e os projetos já estão praticamente concluídos”, afirmou Sorokin para a agência de notícias estatal russa Tass.
Em nota, a Fifa afirmou compreender a decisão de Mutko, “que foi tomada para o melhor da Copa do Mundo”, segundo a entidade.
A Fifa divulgou ainda que a decisão não terá impacto na realização da Copa e que a federação, o governo russo e as entidades ligadas à organização do evento continuarão os preparativos para a promoção do Mundial.
“Nos próximos dias, a Fifa discutirá com todas as partes e entrará em acordo sobre os próximos passos relacionados ao Comitê Organizador Local”, finaliza o comunicado oficial.
Reportagem Folhapress