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Capixaba agredido segue em estado grave e família se mobiliza por informações

O torcedor capixaba do Flamengo Roberto Vieira de Almeida, de 54 anos, agredido na última quarta-feira (03), segue internado em estado grave no Rio ...

Última atualização

O torcedor capixaba do Flamengo Roberto Vieira de Almeida, de 54 anos, agredido na última quarta-feira (03), segue internado em estado grave no Rio de Janeiro. O ataque ocorreu antes da partida entre o time rubro-negro e o Peñarol, pela Libertadores. 

A assessoria de imprensa do Hospital Municipal Miguel Couto confirmou o quadro e informou que não poderia passar outras informações e maiores detalhes sobre o estado clínico do capixaba.

Roberto ficou ferido na cabeça durante uma briga entre torcedores das duas equipes no bairro do Leme, na zona sul do Rio de Janeiro. Imagens gravadas de dentro do ônibus da excursão, organizada por ele, mostram que ele foi atingido após tentar tirar outros membros da viagem do meio da confusão.

Distante da situação e sem informações concretas, a família se mobilizou em Vitória para acompanhar a recuperação de Roberto. Um dos irmãos dele, Rubens, viajou na tarde de ontem para o Rio. A reportagem do Tribuna Online tentou contato, sem sucesso.

O outro irmão, Josias Vieira de Almeida, de 69 anos, viajou na noite de ontem. Ele contou que as poucas informações que tiveram foram passadas por um vigilante do hospital, a única pessoa com quem a família conseguiu falar.

“Nós ligamos ontem (quarta-feira) no hospital, não atenderam de jeito nenhum. Quem atendeu foi o vigilante. Ele passou a informação pro meu irmão (Rubens), que não estava bem, que iam fazer tomografia nele para ver como ia ficar”, explicou.

A frustração com toda a situação é tão grande, que Josias sequer conseguiu dormir e se alimentar bem desde que soube as agressões. “Até agora eu não dormi, a noite toda. Não comi, não jantei não almocei. Não estou nem passando bem, mas vou viajar. Tem que ir, tem que ter alguém lá”. Vinicius Salvador, de 24 anos, sobrinho de Roberto, disse que as pessoas no bairro Santa Martha — onde os três irmãos moram — lamentaram a situação. Segundo ele, o tio era muito querido entre as pessoas.

“Ele é muito conhecido por aqui, na verdade na Grande Maruípe toda, não só no nosso bairro. A gente vê diversas brigas acontecerem no futebol, mas nunca espera que seja com nosso familiar ou alguém tão próximo”, comentou.

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