
De acordo com o prefeito Domingos Fracaroli, o município preferiu não financiar mais a competição mundial em função dos estragos causados pela enchente e o avanço do coronavírus, que já infectou mais de 93 mil pessoas em todo o mundo.
“Entendemos a importância do evento para o desenvolvimento do esporte e do turismo e que o evento seria significativo para o comércio, mas a preocupação com a saúde dos castelenses sempre ficará em primeiro lugar”, disse.
Com a suspensão da competição em Castelo, os organizadores estudam a possibilidade de transferir a etapa final do Circuito Mundial para Baixo Guandu, no Norte do Estado, onde já acontecerá a partir deste final de semana o Pan Americano de Parapente.
Castelo é reconhecido como um dos principais destinos de voo livre do mundo. A rampa mais famosa é de Ubá. As dezenas de velas no ar mudam o cenário, com um visual multicolorido.
“A cidade de Castelo sofreu muito com a chuva e nós entendemos. Acho que esse é o principal motivo. São coisas que acontecem”, ressaltou o piloto Frank Brown, um dos organizadores do evento.
Segundo ele, o Pan Americano, que começa no sábado e segue até o dia 14, será um teste importante para a vinda do circuito mundial.
“Em Baixo Guandu foi preparado um plano de ação e criado um protocolo que estamos seguindo a risca. Todos os cuidados serão tomados para não expor nenhum piloto ou pessoa da comunidade”, disse.