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Especialistas opinam sobre utilizar uma seleção apenas com jogadores que atuam no Brasil

A Copa América chega ao fim no próximo domingo (7), quando Brasil e Peru se enfrentam na final, no Maracanã. Porém, em 2020, acontece mais uma edição ...

Tite com a lista dos convocados

Última atualização

A Copa América chega ao fim no próximo domingo (7), quando Brasil e Peru se enfrentam na final, no Maracanã. Porém, em 2020, acontece mais uma edição do torneio sul-americano, a quarta em um intervalo de cinco anos.

A competição será novamente realizada no início do segundo semestre do ano que vem, época em que os jogadores que atuam na Europa terminam a temporada, já desgastados pela disputa de campeonatos nacionais e Liga dos Campeões e Liga Europa.

O Tribuna Online, então, ouviu ex-jogadores para saber se eles seriam a favor da formação de uma Seleção Brasileira com nomes que atuam apenas no futebol brasileiro para a disputa da competição no ano que vem.

Adversário do Brasil na final do torneio, a seleção peruana veio ao País encarar a Copa América com 19 atletas que jogam em times da sul-americanos ou da América do Norte. Apenas quatro atletas atuam na Europa.

Campeão do torneio em 1983, o ex-meia Geovani defende a utilização de um segundo time para a disputa do campeonato. Ele acredita que há jogadores atuando no futebol nacional que têm condições de estar no grupo.

“Os jogadores já vêm desgastados (da temporada) e vão jogar a Copa América. O torneio é pertinho, por isso é diferente e consegue formar uma Seleção boa. Estamos precisando fazer mais jogadores. Os que estão na Europa não são mais tao bons”, analisou o “Pequeno Príncipe” em relação à diferença de nível entra quem atua no País e na Europa.

O ex-camisa 8 da Seleção até arrisca uma escalação só com nomes “caseiros”: Cássio (Corinthians); Marcos Rocha (Palmeiras), Luan (Palmeiras), Dedé (Cruzeiro) e Diogo Barbosa (Palmeiras); Bruno Henrique (Palmeiras), Éverton Ribeiro (Flamengo) e Dudu (Palmeiras); Bruno Henrique (Flamengo), Éverton Cebolinha (Grêmio) e Pedro (Fluminense).

Campinho com time escalado por Giovani Silva (Foto: Arte: André Felix)

“Ainda tem o Fred para o segundo tempo, o Rodrigo Caio para reserva e o Felipe Melo também, que é jogador de Copa do Mundo”, completa ele, que brinca: “Eu disputaria a Copa América com esse time tranquilamente, sem receio de empatar com a Venezuela. Esse time não ia empatar com Venezuela, iria ganhar”.

Mescla para garimpar novas joias

Camisa 10 da Seleção Brasileira que disputou a Copa América de 1987, o ex-meia Edu Marangon não é tão radical. Mas acredita que poderia haver uma mescla maior entre jogadores locais e de fora do País.

Para exemplificar seu posicionamento, ele lembra o caso do atacante Roberto Firmino, que disputou a Copa do Mundo da Rússia, no ano passado, depois teve toda a temporada europeia pelo Liverpool e foi um dos últimos a se apresentar à Seleção, já que a final da Liga dos Campeões foi seu último compromisso pelo clube inglês.

“Há condições de mesclar. Fazer um time com jogadores que jogam no Brasil. Como pode um Dudu, que foi eleito por três anos o melhor jogador (do futebol brasileiro), não estar na Seleção? O Bruno Henrique faz uma temporada espetacular no Flamengo! O nível técnico não iria cair com essa mescla, mas temos que respeitar a filosofia do Tite”, frisou.

Ao fazer o exercício de escalar uma Seleção com atletas que atuam no Brasil, Marangon optou por alguns jogadores jovens que teriam condições de aparecer em futuras convocações.

O time escalado foi: Cássio (Corinthians); Fagner (Corinthians), Geromel (Grêmio), Dedé (Cruzeiro) e Renan Lodi (Athlético/PR, que acaba de ser vendido ao Atlético de Madri); Bruno Guimarães (Athlético/PR), Bruno Henrique (Palmeiras) e Gustavo Scarpa (Palmeiras); Dudu (Palmeiras), Éverton Cebolinha (Grêmio) e Bruno Henrique (Flamengo).

Campinho com a escalação de Edu Marangon (Foto: Arte: André Felix)

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