Em dias normais, o empate por 2 a 2 contra o Ceará, no Castelão, não seria motivo para tanta lamentação no Flamengo. No entanto, a forma como se deu a partida ampliou a crise generalizada no clube.
O rubro-negro até teve alguns bons momentos na partida, mas voltou a ser vítima de suas próprias falhas para entregar dois pontos que seriam valiosos em um momento de tensão política da Gávea e de desconfiança no trabalho desenvolvido por Paulo Sousa.
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O primeiro gol do Ceará, marcado por Mendoza, aconteceu após um cochilo generalizado da zaga que permitiu que o colombiano partisse livre para deixar tudo igual no placar. Já no gol de Nino Paraíba, Hugo falhou em um momento crucial. Depois do jogo, o goleiro desativou suas redes sociais para evitar o embate e se preservar das críticas.
Os erros em momentos importantes não se restringem à baliza e têm marcado o trabalho do treinador. Diante dos equívocos em série, a evolução rubro-negra não decola e o momento é dos mais complicados.
Na final do Carioca, Léo Pereira se enrolou duas vezes e foi decisivo para que o Fluminense abrisse vantagem no primeiro jogo. Até Bruno Henrique, habituado a salvar o Rubro-negro no ataque, deu sua “contribuição” ao cabecear uma bola que resultou no gol do Altos (PI).
Lateral que tem oscilado com Sousa, Isla vem demonstrando problemas na marcação e virou um mapa da mina em algumas partidas. Além da desatenção no gol de empate no Castelão, o chileno já tinha vacilado contra Athletico e Universidad Católica.
Diante de um cenário de maus resultados em campo e de um clube que vive dias de ebulição política, o Fla atravessa uma fase na qual uma coisa se reflete na outra.
A gestão de Rodolfo Landim nunca esteve tão acuada e a aposta é que a bola comece a entrar para que a paz retorne. Por enquanto, as cobranças tendem a aumentar e a tendência é que as partidas passem a ser cercadas cada vez mais de carga dramática.
Ciente de que o panorama é desfavorável, Sousa se agarra no apoio do torcedor para tentar uma virada de chave. Contestado por parte dos rubro-negros, o comandante sabe que o cerco está se fechando e que os créditos vão acabando à medida que as vitórias não aparecem.
“O torcedor já passou por vários momentos, o torcedor tem muito amor por esse clube. Ele vai apoiar na dificuldade de resultados. Merecemos, estamos trabalhando. Os momentos não têm sido benéficos, mas vamos focar no que acreditamos e isso vai virar”, disse.
O Flamengo volta ao Maracanã, na terça (17), após um período de ausência e encara a Universidad Católica, às 21h30. Em caso de um resultado desfavorável, o clube mergulha em um futuro de consequências imprevisíveis. Sem reação no Brasileiro, a equipe olha para a Libertadores como a salvação.