
O Vasco entrou com um requerimento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) tentando reverter a decisão de interditar São Januário após as cenas de barbárie no último sábado (08) contra o Flamengo. A ideia do clube é, ao menos, mandar seus jogos no estádio sem torcida, com os portões fechados.
Questionado sobre o tema, o técnico Milton Mendes admitiu a preferência destacando motivos para tal. “É uma pergunta que não é fácil, mas desde que acabou o jogo já estou pensando nisso. Imaginávamos milhões de cenários mas, dentro da nossa casa, com ou sem torcedor, é dentro da nossa casa. Você quando está na sua residência acorda à noite e não precisa acender a luz para caminhar, já conhece a casa. Aí vamos jogar onde? Brasília? Volta Redonda? Cariacica? Tem viagens, logística difícil… Além das viagens que nós temos fora de casa, teríamos que viajar toda semana”, declarou o treinador.
Milton Mendes, no entanto, torce para que a posição seja revista, e o Vasco consiga mandar seus jogos em casa com a presença da torcida. “É uma decisão muito difícil. O ideal era jogar em São Januário com nosso torcedor. Até porque acredito que as coisas vão ser vistas de forma positiva. São Januário não deixou de ser seguro de domingo para cá. Tivemos outros jogos aqui e não teve nada. Deixou de ser seguro só na última semana? O STJD, os órgãos capacitados vão usar as provas e tomar as decisões mais corretas possíveis”, disse.
Além do pedido de interdição, o STJD encaminhou denúncias que podem fazer o Vasco perder até 25 mandos de campo. Para obter a autorização de atuar com portões fechados, o clube se baseia no despacho da CBF da última segunda-feira onde se destaca apenas a proibição de torcida em jogos em São Januário.
Em resposta ao pedido do time cruzmaltino, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, através de seu vice-presidente Paulo César Salomão Filho, solicitou laudos e documentos como um atestado do Comitê Nacional de Inspeção de Estádio da CBF (CNIE) que garanta condições para a realização de partidas sem a venda de ingressos. Além disso, o tribunal quer um documento onde a Polícia Militar do Rio de Janeiro garanta a integridade física dos participantes do evento esportivo e de torcedores que eventualmente se concentrem no entorno do estádio.
da Redação, com informações da Agência Folhapress