Chegou o dia de soltar o grito de “É campeão” da garganta. Rio Branco de Venda Nova e Real Noroeste decidem na tarde de hoje quem vai levantar a taça do Capixabão 2021.
Após o empate sem gols em Águia Branca, os times voltam a medir forças hoje, às 15 horas, no estádio Olímpio Perim, em Venda Nova do Imigrante. Os donos da casa vão em busca do bicampeonato. Já o Real tenta o título inédito.

Nascido na cidade e revelado pelo time, onde estreou como profissional aos 15 anos, Giovani rodou o País e voltou ao clube do coração em 2018. Após ajudar o tricolor a levar a taça inédita em 2020, o camisa 1 de 39 anos – e que não pensa em aposentadoria – quer agora quebrar outro tabu.
Desde o tricampeonato do Serra (2003, 2004 e 2005) que o Capixabão não tem um mesmo campeão em anos consecutivos. “Esse assunto faz parte do nosso pensamento. Inclusive, o último time do interior a fazer isso tem até mais tempo, foi o Alegrense, em 2001 e 2002. Queremos derrubar esse tabu”.
Para Giovani, uma nova conquista servirá para dar moral ao clube em voos mais altos: “Em breve começa a Série D, nossos adversários vão nos olhar com outros olhos ao saber que estão enfrentando um bicampeão estadual”.
O arqueiro afirma que o tricolor polenteiro tem mostrado sua força nas últimas temporadas e relembra que desde 2018 o time sempre ficou entre as quatro melhores campanhas da primeira fase.
“Em 2018 fomos quarto; em 2019, terceiro. No ano passado avançamos em segundo e agora fizemos a melhor campanha da primeira fase. Isso mostra evolução e consistência do trabalho”, salienta o goleiro, que completa:
“Quem olha para o Rio Branco hoje não enxerga um clubezinho pequeno do interior, desses que em pouco tempo acaba. Todos sabem que é difícil encarar a gente em Venda Nova e também quando somos visitantes”, afirma.
Sem problemas com contusões, o técnico Roy deve escalar o mesmo time que começou o jogo contra o Real Noroeste na quinta-feira.
Duzinho aposta na força do Real
Time acostumado a chegar em decisões, o Real Noroeste nos últimos quatro anos sempre esteve, pelo menos, entre os quatro melhores do Capixabão. Falta o título inédito, que pode chegar hoje.
Uma coisa não mudou nas últimas temporadas: os gritos – e palavrões –, à beira do campo, do técnico Ednaldo Oliveira dos Reis, o professor Duzinho. O baiano chegou ao Real em dezembro de 2018.
O técnico mais longevo do Capixabão, inclusive, reivindica o posto de treinador há mais tempo no mesmo clube no País: “Depois que o Renato saiu do Grêmio, acho que estou aí na briga para ser o mais antigo no mesmo clube no Brasil”.
Na verdade, o novo dono do posto é Vinícius Bergantin, desde junho de 2017 no Ituano.
Após tanto tempo morando na cidade, o técnico já se considera um cidadão aguia-branquense. “Estou muito bem ambientado em Águia Branca. É uma cidade tranquila, faz bem ao meu perfil”, disse.
Essa é a terceira final do time com Duzinho no comando: em 2019 foi vice-campeão Estadual e campeão da Copa Espírito Santo. Ele diz estar preparado para encarar o jogo no Olímpio Perim, onde o Rio Branco tem sido letal com os rivais. “Já jogamos lá várias vezes, então não será novidade. Sem a torcida deles, as coisas se igualam em campo”.
A única dúvida no time é o zagueiro Correa, que saiu lesionado.
Quem leva a taça?

