
Flamenguistas e parte da mídia já estão caindo de pau no colombiano Reinaldo Rueda pelas condições em que aconteceu a sua primeira derrota no comando do time.
O que querem dele? No campo, não pode entrar. Muito menos fazer milagres. A escalação, sim, é questionável.
Num clássico regional em que uma vitória levaria Flamengo ao terceiro lugar, passando o Palmeiras, Rueda decidiu lançar um time alternativo, na linguagem da moda.
Por quê? Certamente, o técnico não vai dizer, mas ele deve ter ido na onda do que se ouve e vê da nação rubro-negra e em programadas esportivos: o Flamengo tem um elenco forte, dos melhores do Brasil.
Já dizia Didi: jogo é jogo, treino é treino. Rueda precisa rodar o elenco numeroso (isso sim!) que tem à disposição para conhecer, na prática, a capacidade de seus comandados.
Talvez, não tenha sido feliz ao fazer suas experiências contra o Botafogo. Seria mais tranquilo dar oportunidade a reservas contra a Chapecoense, quarta-feira, pela Sul-Americana. É mata-mata, com o segundo jogo na Ilha do Urubu.
Preferiu correr o risco, acreditando no potencial do time que escalou. Quebrou a cara.
Nessas alturas, Rueda deve ter descoberto a realidade rubro-negra. Muralha, Rodinei, Rafael Vaz, Trauco, Márcio Araújo, Rômulo, Mancuello, Gabriel, Vizeu, Matheus Sávio, etc., fortalecem algum elenco? Sobram, basicamente, os titulares, que também não são lá grandes coisas. Apens um time razoável.
