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Textor terá que pagar multa de R$ 1 milhão após denunciar manipulação de resultados

Ele é processado por ofensas e falta de comprovação do esquema que denunciou

John Textor, dono da SAF Botafogo
Foto de perfil de Agência Folhapress

Agência Folhapress

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O dono da SAF Botafogo, o empresário americano John Textor, terá que pagar uma multa de R$ 1 milhão para que o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) encerre um processo movido contra ele por ofensas e falta de comprovação de um esquema de manipulação, que ele denunciou, em partidas da primeira divisão do futebol brasileiro.

A sanção resulta de um acordo entre a defesa do polêmico empresário americano e a Procuradoria da Justiça Desportiva, que o acusou em setembro de diversas violações do código desportivo, indicou o STJD numa nota divulgada nesta quinta-feira (27).

Os advogados do magnata se ofereceram para pagar R$ 1 milhão antes que a Justiça julgasse o processo em primeira instância.

Uma eventual condenação poderia ter trazido ao dono do time carioca, campeão da Copa Libertadores e do Brasileiro de 2024, uma suspensão de até dois anos, além de sanções financeiras.

A Procuradoria aceitou a proposta e deu dez dias para o pagamento da multa, “a maior da história do Tribunal de Futebol” brasileiro, acrescenta o boletim.

A Procuradoria da Justiça Desportiva abriu um processo contra o dono do conglomerado Eagle Football, que também controla o francês Lyon, após ele denunciar, em março de 2024, supostas manipulações em partidas do Campeonato Brasileiro, inclusive o de 2023.

Naquela temporada, o Botafogo sofreu um revés inusitado, ao perder a liderança isolada do torneio e a oportunidade de conquistar seu primeiro campeonato desde 1995.

“As alegações [de Textor] foram feitas com base em uma empresa de inteligência artificial e sem apresentar provas substanciais”, afirmou o STJD.

Com suas denúncias sobre supostas manipulações, Textor também “ofendeu a honra” de jogadores do Palmeiras (que acabou se sagrando campeão em 2023), do São Paulo, do Fortaleza, do árbitro Bráulio da Silva Machado e do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues.

As reclamações do empresário americano surgiram meses depois de um escandaloso esquema de manipulação de resultados e apostas ter sido descoberto no Brasil.

Devido a esse caso, que afetou inclusive jogos da primeira divisão, 29 jogadores foram denunciados à Justiça Desportiva. Alguns foram suspensos por até dois anos.



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