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Internacional

Aposentado é preso na Espanha após enviar série de cartas-bomba

Ele teria remetido pacotes com explosivos a, ao menos, seis destinatários

Criança de seis anos ajudou a salvar a vítima
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Agência Folhapress

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O suposto responsável por enviar uma série de cartas-bomba à embaixada da Ucrânia em Madri e ao primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, no final do ano passado foi preso nessa quarta-feira (25).

O suspeito é um aposentado de 74 anos com nacionalidade espanhola e iniciais “P.G.P.”. Ele foi detido em Miranda de Ebro, no norte do país, segundo nota divulgada pelo Ministério do Interior.

“A operação […] continua em aberto, e buscas estão sendo feitas na casa do detido”, afirmou a pasta, que acrescentou que o idoso é adepto de novas tecnologias e bastante ativo nas redes sociais.

Ele teria remetido pacotes com explosivos a ao menos seis destinatários —os outros quatro foram a embaixada dos Estados Unidos em Madri; a sede do Ministério da Defesa espanhol; uma fábrica de armamentos que produzia lançadores de granadas enviados à Ucrânia; e uma base militar de onde saíam os voos com destino ao país invadido pelas tropas russas.

Todos os envelopes foram enviados de dentro da Espanha, e embora as evidências indiquem que o suspeito tenha fabricado e remetido os explosivos de forma autônoma, a Polícia Federal não descarta a participação ou influência de outros no processo. “Estamos trabalhando com todas as possibilidades”, afirmou à imprensa o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.

Exceto no caso da embaixada ucraniana —em que a explosão do pacote feriu superficialmente um guarda—, todos os envelopes foram interceptados por equipes de segurança antes de chegarem a seus destinatários. A Justiça espanhola abriu uma investigação por um possível crime de terrorismo.

Na época dos acontecimentos, o jornal The New York Times afirmou que os serviços de inteligência americanos e europeus suspeitavam que o Movimento Imperial Russo (MIR) estivesse por trás dos atentados.

O grupo paramilitar ultranacionalista fundado em 2002 teria agido por ordem do serviço de inteligência militar russo (GRU) — segundo o veículo americano, o objetivo era testar a capacidade de ação de grupos semelhantes no caso de uma escalada do conflito. O Ministério do Interior espanhol se recusou a comentar a informação ao ser contatado pela AFP.

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