Um ataque químico em Douma, cidade controlada pelos rebeldes no leste de Ghouta, subúrbio de Damasco, matou dezenas de pessoas neste domingo (8), informou a Defesa Civil e uma ONG que trabalha na região.
Uma declaração conjunta da organização de ajuda médica Sociedade Médica Sírio-Americana (SAMS) e do serviço de Defesa Civil, que opera em áreas controladas por rebeldes, informa ao menos 40 pessoas morreram no ataque.
A ação ocorreu na noite desse sábado (7) e pode ter sido o último de uma série de supostos ataques químicos no leste de Ghouta, que já havia sido atacada com gás cloro e sarin.
Vídeos postados pelos Capacetes Brancos (como é conhecida a Defesa Civil síria) mostravam as vítimas, incluindo bebês, respirando através de máscaras de oxigênio em hospitais improvisados.
O governo sírio, em um comunicado divulgado pela agência estatal de notícias SANA, negou as acusações de ser responsável pelo ataque a civis. Ele disse que as alegações eram “invenções” do Jaish al-Islam (Exército do Islã), chamando-o de “tentativa fracassada” de impedir avanços do governo.
“O exército, que está avançando rapidamente e com determinação, não precisa usar nenhum tipo de agente químico”, disse o comunicado.
Socorristas disseram que encontraram famílias sufocadas em suas casas e abrigos, com espuma em suas bocas.
A Defesa Civil Síria, ligada à oposição, foi impedida de procurar mais vítimas por causa dos fortes odores que causaram dificuldades de respiração, disse Siraj Mahmoud, porta-voz do grupo.
Alguns corpos já sem vida de crianças, mulheres e homens, alguns deles com espuma na boca, foram mostrados em um vídeo compartilhado por ativistas. “Cidade de Douma, 7 de abril, há um forte cheiro aqui”, uma voz pode ser ouvida dizendo.

