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ATAQUES

Ataques aéreos de Israel deixam 10 mortos em Gaza

Entre os mortos, está Taysir al-Jabari, comandante da Jihad Islâmica, segundo maior grupo militante de Gaza

Entre os mortos, está Taysir al-Jabari, comandante da Jihad Islâmica, segundo maior grupo militante de Gaza

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Israel lançou nesta sexta-feira (05), vários ataques à Faixa de Gaza, que deixaram pelo menos 10 mortos e cerca de 55 feridos, segundo o Ministério da Saúde do território. Entre os mortos, está Taysir al-Jabari, comandante da Jihad Islâmica, segundo maior grupo militante de Gaza.

Israel disse que a operação, apelidada de “Amanhecer”, não terminou e estava mirando a Jihad Islâmica em resposta a uma “ameaça iminente” após a prisão de Baha Abu al-Ata, outro militante do grupo na Cisjordânia, no início desta semana. Horas depois, em retaliação aos ataques, militantes palestinos lançaram uma enxurrada de foguetes em direção ao território israelense. A Jihad Islâmica alegou ter disparado 100 foguetes.

Israel proibiu reuniões em áreas de até 80 quilômetros da Faixa de Gaza e moradores de regiões próximas à fronteira foram instruídos a permanecer perto de abrigos antiaéreos. As travessias pela região já haviam sido proibidas dias antes por Israel, para prevenir as retaliações pela prisão de Abu al-Ata.

Conflito

Israel e Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, travaram vários confrontos nos últimos 15 anos a um grande custo para os 2 milhões de residentes do território palestino. O último ocorreu em maio de 2021 – 232 pessoas morreram do lado palestino e os ataques com foguetes lançados pelos militantes mataram 12 israelenses. Desde então, a tensão se deslocou para a Cisjordânia ocupada.

Tanto Israel quanto o Hamas haviam sinalizado que buscavam evitar outra guerra em larga escala no enclave, que vive um bloqueio israelense e egípcio desde 2007. Mas os ataques de ontem provocaram ameaças de grupos militantes palestinos e levantaram a possibilidade de um conflito prolongado.

Os ataques aéreos ocorreram após quase uma semana de crescentes tensões entre Israel e a Jihad Islâmica, que muitas vezes age independentemente do Hamas, o principal grupo militante palestino.

Defesa

Após os bombardeios de ontem, a Jihad Islâmica disse que responderá com força. “O inimigo iniciou uma guerra contra nosso povo. Precisamos nos defender”, afirmaram os militantes, em comunicado. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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