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Ativista do Black Lives Matter, Erica Garner morre aos 27 anos

Erica Garner com uma camisa e os dizeres "I Can't Breathe" (Eu não consigo respirar). Foto: Divulgação Morreu neste sábado (30) aos 27 anos Erica ...

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Erica Garner com uma camisa e os dizeres “I Can’t Breathe” (Eu não consigo respirar). Foto: Divulgação

Morreu neste sábado (30) aos 27 anos Erica Garner, que se tornou uma das lideranças do movimento Black Lives Matter, contra a violência policial contra negros nos EUA, depois que seu pai, Eric, foi morto por um agente em Nova York.

Erica, que tinha problemas de coração, estava internada há uma semana após sofrer uma crise de asma que provocou um ataque cardíaco. Ela descobriu a deficiência no órgão vital durante a gravidez de sua filha, que tem quatro meses.

“Ela foi uma guerreira até o fim. Esteve todo o tempo defendo a justiça pelo que aconteceu com seu pai”, disse o reverendo Al Sharpton, um dos principais ativistas pelos direitos civis e contra a violência contra afroamericanos.

Por meio de conta de rede social que era controlada pela ativista antes de ser internada, sua família declarou que ela será lembrada “como uma mãe, filha, irmã e tia com um coração maior que o mundo”.

Em 2014, Eric Garner foi abordado por um policial branco em Staten Island por vender cigarros contrabandeados e morreu após levar uma gravata. Um júri de Nova York decidiu não processar e julgar o agente pela morte do camelô.

A família considerou a decisão injusta e Erica tomou a frente da reivindicação para pedir justiça à prefeitura de Nova York e criticar o prefeito da cidade, Bill de Blasio. A administração concordou em pagar US$ 5,9 milhões de indenização.

As últimas palavras de Eric Garner, “Não posso respirar”, tornaram-se um slogan para o Black Lives Matter. No ano passado, ela fez campanha pela eleição do senador Bernie Sanders como candidato democrata à Presidência dos EUA.

 

Agência Folhapress

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