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Ato contra independência catalã reúne milhares em Barcelona

Milhares de pessoas participaram de manifestação contra independência da Catalunha. Foto: Reprodução Milhares de pessoas participaram neste domingo ...

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Milhares de pessoas participaram de manifestação contra independência da Catalunha. Foto: Reprodução Milhares de pessoas participaram de manifestação contra independência da Catalunha. Foto: Reprodução

Milhares de pessoas participaram neste domingo (29) em Barcelona, capital da Catalunha, de uma manifestação contra a independência da região. Para os organizadores, 1,1 milhão de pessoas estiveram na marcha, que tem como lema “Somos todos Catalunha. Pela convivência, com certeza!”. Segundo a polícia local, foram 300 mil manifestantes.

Com bandeiras da Espanha e da União Europeia, a multidão carregou cartazes pedindo que o país não fosse “rasgado em pedaços”. O ato acontece um dia depois da cidade ter uma marcha de apoio a independência catalã, no sábado (28), em mais um capítulo da crise territorial espanhola.

Na sexta, o parlamento catalão convocou uma constituinte para decidir sobre a independência. Logo depois, o governo espanhol autorizou a intervenção na região, destituindo o presidente catalão, Carles Puigdemont, e convocando eleições antecipadas para 21 de dezembro.

O evento deste domingo é feito pela Societat Civil Catalana, entidade catalã contrária à independência, e tem apoio dos dois principais partidos espanhóis, o conservador PP (Partido Popular), do premiê Mariano Rajoy, e o oposicionista PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol).

O Cidadãos, principal força de oposição no Parlamento regional, também apóia o ato contrário à separação. “Nós demoramos para nos organizarmos, mas estamos aqui para demonstrar que a maioria dos catalães não está mais em silêncio e não quer mais ser silenciada”, disse o presidente da Societat Civil Catalana, Alex Ramos.

A entidade já tinha organizado um protesto contra a independência em no dia 8, uma semana depois do plebiscito de 1º de outubro que fez eclodir a crise na região.

A votação, declarada ilegal pelo Tribunal constitucional, teve vitória do “sim” com 90% dos votos e comparecimento de 43% dos eleitores.

 

(UOL/FOLHAPRESS)

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