Anúncio
RADIAÇÃO

Autoridades australianas fazem busca urgente por cápsula perdida de césio-137

Cápsula foi perdida durante um transporte feito entre duas minas na região norte da cidade de Newman

O césio-137 é uma substância usada frequentemente em atividades de mineração
Foto de perfil de Agência Folhapress

Agência Folhapress

Com quase três décadas de atuação, a Folhapress é a agência de notícias do Grupo Folha e compartilha o compromisso da Folha de São Paulo com a produção de um jornalismo crítico, moderno, pluralista e apartidário, assegurando a geração e distribuição de um noticiário ágil, confiável e independente.

Última atualização

O Departamento de Saúde do governo do Oeste da Austrália informou os cidadãos sobre a busca por uma caixa contendo césio-137, material radioativo que já causou, no Brasil, o mais grave acidente radioativo da história.

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:


  

Segundo o comunicado, uma cápsula pequena, com apenas 6 milímetros de diâmetro e 8 milímetros de altura, foi perdida durante um transporte feito entre duas minas na região norte da cidade de Newman. A data estimada foi entre os dias 10 e 16 de janeiro.

Apesar das buscas, os especialistas em saúde pediram para que os cidadãos não toquem, não peguem e muito menos abram a cápsula, sob risco de seríssimos danos de saúde devido à radiação.

A orientação é que, caso o material ou algo similar seja avistado, os cidadãos informem aos departamentos competentes.

O governo australiano também orientou que as pessoas mantenham-se informadas sobre as buscas por meio da mídia.

Leia mais: 

Medicina nuclear no combate ao câncer

Nasa vai construir primeira rede 4G na Lua; saiba por quê

Mais casos de câncer em quem nunca fumou

Relembre acidente com césio-137 em Goiás  

Em 13 de setembro de 1987, funcionários de um ferro velho em Goiânia (GO) partiram, a marretadas, o cabeçote de um equipamento usado em radioterapia. A peça, que havia sido encontrada por dois catadores num prédio em ruínas do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), estava abandonada ali desde meados de 1985.

Durante a desmontagem, os catadores chegaram até a cápsula que armazenava 19 gramas de césio-137, que, administrado dentro da máquina, emitia radiação controlada para matar células cancerígenas. Fora do recipiente de chumbo, o pó altamente solúvel e de fácil dispersão é letal.

À medida que os pedaços da máquina eram vendidos para outros ferros-velhos, aumentava o número de pessoas que reclamam de náuseas, vômito e diarreia. Também houve fascínio de cidadãos pelo brilho emitido pelo material, o que disseminou ainda mais a contaminação direta.

Goiânia ficou 16 dias contaminada com o césio sem saber. Quatro pessoas morreram, enquanto cerca de 6.500 pessoas foram atingidas com algum grau de irradiação e outros 249 casos registraram contaminação mais grave.

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) classifica o caso de Goiânia como o maior acidente radioativo do mundo pela extensão da tragédia.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.