O regime da Venezuela prendeu nessa terça-feira (7) o deputado opositor Juan Requesens minutos antes de ele ser acusado pelo ditador Nicolás Maduro de participar do suposto atentado contra ele ocorrido no último sábado (4).
Segundo o partido Primeiro Justiça (centro-direita), ao qual o parlamentar era afiliado, ele foi capturado por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin, a polícia política do chavismo) em casa, na zona leste de Caracas.
Requesens foi um dos principais líderes opositores nos protestos contra Maduro entre abril e julho de 2017. Além dele, foram levados pelos agentes sua irmã, Rafaela, dirigente estudantil que também convocou manifestações.
A notícia da prisão foi revelada ao mesmo tempo em que Maduro apresentava mais detalhes das investigações das explosões, incluindo depoimentos de suspeitos de participação na ação, mas que não incriminavam políticos.
Sem apresentar provas, o mandatário relacionou o suposto atentado a Requesens e ao ex-presidente da Assembleia Nacional Julio Borges, fora da Venezuela desde fevereiro.
O ditador chamou Requesens de psicopata e de um dos líderes mais loucos da oposição. No entanto, não fez comentários sobre a prisão. Também não se sabe para onde os dois irmãos foram levados.
Antes na mesma transmissão, Maduro havia dito que os 12 suspeitos de participação foram treinados numa fazenda em Chinácota, no departamento colombiano de Norte de Santander, a 46 km da fronteira venezuelana.
Ainda durante o discurso de Maduro, o presidente da Assembleia Constituinte e número dois do regime, Diosdado Cabello, anunciou que a Casa chavista votará a retirada da imunidade parlamentar dos envolvidos, sem citar Requesens e Borges.
