- Vitória, ES 22°C

Vitória 22°C

Anúncio
DESASTRE CLIMÁTICO

Enchentes no Paquistão deixam quase mil mortos

Milhares de pessoas que vivem perto de rios, no norte do país, receberam ordens das autoridades para abandonar suas casas

Paquistaneses desalojados resgatados de barco, ontem, em Rajanpur, distrito de Punjab, no Paquistão

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

As autoridades do Paquistão informaram ontem que no último período de 24 horas foram registradas mais 45 mortes em decorrência das fortes chuvas que atingem a nação desde o início de junho, elevando o número total de vítimas fatais para 982.   

Com quase mil mortos por conta das monções, que geralmente vão de junho a setembro, milhares de pessoas que vivem perto de rios no norte do Paquistão receberam ordens para abandonar suas casas, à medida que a quantidade provisória de vítimas cresce cada vez mais.   

A maioria das mortes foi relatada em Khyber Pakhtunkhwa, seguido por Sindh e Baluchistão, de acordo com a Autoridade Nacional de Gerenciamento de Desastres do Paquistão (NDMA).   

Em Khyber Pakhtunkhwa, muitos rios romperam suas margens, demolindo dezenas de edifícios, incluindo um hotel de 150 quartos, que desmoronou por causa da força da água.   

Com metade do país debaixo d’água, o governo decretou estado de emergência nacional para lidar com os problemas e anunciou uma implantação completa do exército em todas as quatro províncias e na região norte de Gilgit-Baltistão para apoiar a administração civil.   

De acordo com autoridades locais, as inundações das monções deste ano afetaram mais de 33 milhões de pessoas – um em cada sete paquistaneses – destruindo ou danificando severamente quase 1 milhão de casas.   

Além disso, especialistas apontam que as chuvas fortes deste ano são comparáveis às de 2010 – as piores já registradas – quando mais de 2 mil pessoas morreram e quase um quinto do país permaneceu debaixo d’água.

“Pedimos que organizações humanitárias, a comunidade internacional e outras organizações e fundações relacionadas nos ajudem”, disse Sharafudden Muslim, vice-diretor do ministério de Desastre do Afeganistão, a jornalistas, acrescentando que mais de um milhão de famílias precisam de assistência.

Fuga

Milhares de pessoas fugiram de suas casas no norte do Paquistão no dia de ontem, após a rápida elevação das águas de um rio destruir uma ponte, no momento em que enchentes letais causam devastação em todo o país.

Mais de 180 mil “expulsos” pelas águas

O medo de enchentes próximo às margens do rio levou cerca de 180 mil pessoas no distrito de Charsadda a fugirem ontem de suas casas, segundo autoridades. Algumas delas passaram a noite nas estradas ao lado de seus gados.

Chuvas históricas de monção e enchentes no Paquistão afetaram mais de 30 milhões de pessoas nas últimas semanas, disse o ministro de mudanças climáticas do país, chamando a situação de “desastre humanitário de proporções épicas induzido pelo clima”.

O Exército se juntou às autoridades nacionais e regionais do país em resposta às enchentes e o líder militar do Paquistão visitou neste sábado a província de Balochistan, no sul, que foi muito atingida pelas chuvas.

“O povo do Paquistão é nossa prioridade e não pouparemos esforços para ajudá-los neste momento difícil”, disse o líder do exército, general Qamar Javed Bajwa.

Líderes paquistaneses apelaram à comunidade internacional por ajuda e planejam lançar um fundo para receber recursos de outros países. O ministério de Relações Exteriores disse que a Turquia enviou uma equipe para auxiliar nas operações de resgate.

“A magnitude da calamidade é maior do que o estimado”, disse o primeiro-ministro Shehbaz Sharif, em um tuíte, após visitar as áreas das enchentes.

No país vizinho Afeganistão, o regime do Talibã também pediu ajuda após enchentes em cidades centrais e no leste. As mortes ocorreram em dez províncias nos últimos dez dias, enquanto o país se recupera de uma crise econômica e humanitária exacerbada pelas sanções ocidentais impostas, desde o ano passado.

No Afeganistão, o vice-ministro de Gestão de Desastres, Mawlawi Sharafuddin Muslim, disse  que a assistência alimentar de emergência foi enviada para muitas áreas afetadas pelas enchentes.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.