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INTERNACIONAL

FIlhote caçador de bombas vira herói na Ucrânia

Cãozinho faz parte de equipe que procura por explosivos russos para fazer o desarme dos artefatos

Cãozinho Patron em operação para ajudar equipe no desarmamento de minas russas jogadas na Ucrânia

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Um cão farejador vem sendo tratado como herói pelos serviços de defesa da Ucrânia, após ajudar os combatentes a identificarem mais de 90 bombas do exército russo desde o início do conflito. 

Conhecido como Patron, que significa cartucho de munição na língua local, o animal é um filhote de 2 anos que, apesar da pouca idade, acumula muita experiência em missões de identificação de bombas e outras armas inimigas. 

Ele faz parte de uma equipe antibomba do exército ucraniano em Chernihiv, cidade a 140 km da capital Kiev, um dos grandes alvos dos russos. A facilidade do cãozinho para encontrar bombas em meio aos destroços foi útil em diversas operações militares. O Serviço de Emergência do Estado (SES), agência de defesa civil e resgate do país, compartilhou um vídeo que mostra o cão em ação.

Na gravação, Patron é visto sendo vestido com colete especial. Antes da ação, o filhote também aproveita seus momentos de descontração para brincar com um soldado. Em seguida, muda de postura para começar a trabalhar. 

“Notícias do Patron! Nosso cão militante – o mascote dos pirotécnicos de Chernihiv – continua a servir!”, declarou a SES, na legenda da publicação. 

“Desde o início da guerra, ele e nossos integrantes removeram 90 explosivos. Obrigado, amigo, por seu trabalho incansável!”. 

Patron já está acostumado a farejar bombas mais de dez vezes maiores que ele. Além de contribuir nos esforços para que os ucranianos desativem essas armas, o cão também ajuda a localizar artefatos  em meio aos destroços. 

A sua coragem vem sendo bastante valorizada pelo exército levando em conta que, na maioria das vezes, Patron identificou dispositivos altamente perigosos para combatentes e civis.

O governo de Vladimir Putin é acusado pela Ucrânia de usar armas ilegais e destrutivas não apenas contra soldados, mas também contra civis desde o início de sua invasão em 24 de fevereiro.

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