Focos de incêndio florestal forçaram nesta quinta-feira (24) a saída de cerca de 50 mil moradores de Haifa, cidade portuária no norte de Israel. Residentes compraram mantimentos nos supermercados e provocaram engarrafamentos ao tentar deixar a cidade. Escolas e universidades foram esvaziadas, e detentos foram transferidos para presídios em locais seguros. Algumas pessoas receberam atendimento médico por inalar fumaça. Bombeiros utilizaram aviões para tentar apagar as chamas.
Aproximadamente 500 soldados da reserva foram mobilizados para participar das operações. Países como Rússia, Chipre, Turquia, Croácia e Grécia enviaram ajuda a Israel. Com 300 mil moradores, Haifa é a terceira maior cidade do país. As chamas começaram na manhã de terça (22) em localidades próximas a Jerusalém e, graças ao tempo seco e a fortes ventos, se espalharam para partes do centro e do norte de Israel, além de localidades na Cisjordônia.
O chefe da polícia de Israel, Roni Alsheich, disse que as autoridades investigam se alguns dos focos de incêndio foram provocados de maneira criminosa. Suspeitos foram detidos. “É seguro assumir que quem é que esteja provocando os incêndios não está fazendo isso por piromania”, disse Alsheich. “Se é um incêndio criminoso, assumimos que tenha motivações políticas.”
O ministro da Educação, Naftali Bennett, líder do partido ultraconservador Lar Judaico, afirmou que judeus não poderiam ter provocado as chamas, dando a entender que palestinos estariam por trás dos incêndios. A atual sequência de incêndios em Israel é a pior desde 2010, quando chamas queimaram por quatro dias e deixaram 42 mortos. Na ocasião, o fogo só foi apagado após a mobilização de aeronaves de combate a incêndio de países tão distantes quanto os Estados Unidos.