Sete brasileiros e um padre foram presos em uma megaoperação, realizada pela polícia italiana, que investigava esquemas ilegais para concessão de cidadania. Segundo as autoridades, o grupo atuava na província de Verbano Cusio Ossola, na região de Piemonte, no norte da Itália e chegou a emitir mais de 800 cidadanias e 200 passaportes, que serão prontamente anulados. O esquema lucrou cerca de £ 5 milhões, equivalente a R$ 21,7 milhões.
Entre os compradores, estava um jogador da Chapecoense, que morreu no acidente de avião, na Colômbia, há quase três anos. A identidade do atleta não foi revelada, mas a polícia informou que, na época do acidente, ele estava registrado como residente de Ossola. As autoridades informaram que os presos vão responder pelos crimes de falsidade ideológica e corrupção.
O padre, em questão, foi convencido por um dos integrantes a falsificar um atestado de batismo para um solicitante de cidadania italiana. O objetivo dos acusados era falsificar documentos para reconstruir laços parentais que nunca existiram e, assim, conseguir solicitar a cidadania de brasileiros.
Intitulada Super Santos, a operação teve início após a Prefeitura de Macugnaga perceber um número elevado de brasileiros firmando residência no município. Todo o processo de investigação durou mais de um ano e conseguiu descobrir o grupo, que gerenciava uma média de 60 apartamentos em cidades como Verbania e Novara, para acomodar os solicitantes da documentação italiana.
“Eles conseguiram obter quase mil cidadanias italianas falsas, com um volume de £ 5 milhões. Oitocentos brasileiros investigados e sete prisões. São os números do enorme negócio ilegal descoberto pela operação Super Santos. É preciso respeito e controle”, afirmou o vice-premier italiano Matteo Salvin, ao jornal O Globo.
Com informações do Jornal O Globo
