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O Vaticano confirmou ontem o agravamento do estado de saúde do papa emérito Bento XVI, de 95 anos. Foi informado que o teólogo alemão está sob supervisão médica e que recebeu a visita de seu sucessor Francisco.
O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, esclareceu que trata-se de um “agravamento ligado ao avançar da idade” do pontífice emérito, que tem 95 anos de idade. No entanto, Bruni afirmou também que a situação “está sob controle no momento e é acompanhada constantemente pelos médicos”.
Também ontem, o papa Francisco afirmou que seu antecessor está “muito doente”.
”Eu gostaria de pedir a todos vocês uma oração especial pelo papa emérito Bento… porque ele está muito doente, pedindo ao Senhor que o console e o apoie”, disse Francisco.
Bento XVI se tornou em 2013 o primeiro papa a renunciar em seis séculos. Desde então ele vive afastado do olhar público. As poucas fotografias publicadas do papa emérito mostram que sua saúde piorou nos últimos anos.
Em 2013, ele mencionou justamente seu declínio físico como uma das razões pelas quais decidiu renunciar ao cargo de chefe da Igreja Católica.
Em abril, o arcebispo Georg Gaenswein, que foi secretário de Bento XVI durante vários anos, declarou ao Vatican News que o papa emérito estava “relativamente frágil”, mas de “bom humor”.
Recentemente, o papa emérito voltou a aparecer no noticiário devido a um relatório independente que apontou “comportamentos errôneos” a respeito de casos de abuso sexual por parte de padres no período em que ele era arcebispo de Munique e Freising, na Alemanha (1977-1982).
Segundo a ação, Bento XVI tinha “conhecimento da situação e no mínimo não levou em consideração que esse sacerdote pudesse repetir seus crimes”.
Em novembro, um porta-voz do Tribunal da Baviera disse que Bento havia manifestado a intenção de se defender de acusação.