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Internacional

Presidente colombiano dedica Nobel da Paz às vítimas da guerra no país

Juan Manuel Santos e Rodrigo Londoño, chefe das Farc, se cumprimentam em 26 de setembro, após assinar o acordo de Paz em Cartagena. Foto: Reprodução ...

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Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Rodrigo Londoño, chefe das Farc, se cumprimentam em 26 de setembro, após assinar o acordo de Paz em Cartagena Juan Manuel Santos e Rodrigo Londoño, chefe das Farc, se cumprimentam em 26 de setembro, após assinar o acordo de Paz em Cartagena. Foto: Reprodução

O presidente colombiano Juan Manuel Santos dedicou o Prêmio Nobel da Paz às vítimas da guerra que ocorre no país há mais de 50 anos. O presidente foi entrevistado por um integrante do comitê do Nobel após seu nome ser anunciado como o ganhador.

“Eu recebo esse prêmio em nome do povo [colombiano], que sofreu tanto por causa dessa guerra, especialmente, as milhares de vítimas. A mensagem é: devemos perseverar até o fim dessa guerra. Nós estamos muito, muito próximos [da paz], precisamos apenas nos esforçar um pouco mais. É um ótimo estímulo para construirmos a paz na Colômbia”, disse.

Santos foi escolhido como ganhador do Nobel da Paz por seu esforço e negociação de um acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O acordo foi assinado entre as partes na última semana, no entanto, foi rejeitado em referendo no domingo, 2.

O presidente da Colômbia também dedicou o prêmio às vítimas no Twitter. “Essa honrosa distinção não é para mim, é para todas as vítimas do conflito. Juntos ganharemos o prêmio mais importante de todos: A PAZ”, afirmou.

Kaci Kullmann Five, presidente do Comitê Nobel norueguês,relativizou o resultado do referendo. “O fato de a maioria dos eleitores ter dito não ao acordo de paz não significa necessariamente que o processo de paz está morto”, disse.

O acordo de paz entre o governo da Colômbia e as Farc foi elaborado em 4 anos em Havana, Cuba, tem 297 páginas e ocorreu após três tentativas fracassadas nos governos de Belisario Betancur, César Gaviria e de Andrés Pastrana. Mesmo com a rejeição do acordo no referendo, as Farc anunciaram que o cessar-fogo continua no país.

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