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Internacional

Veja os principais temas tratados pelos cardeais nas reuniões antes do conclave

Eles já realizaram até o momento nove Congregações Gerais, como são chamadas as reuniões oficiais realizadas antes de começar o conclave

Os cardeais Fernando Natalio Chomalí Garib, Anthony Poola, Charles Maung Bo e Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij deixam o Vaticano após participarem de uma sessão da Congregação Geral dos Cardeais, onde se preparam para o próximo conclave

Última atualização


Abusos sexuais, escândalos financeiros e desafios da unidade e da evangelização são alguns dos principais temas discutidos pelos cardeais que escolherão o próximo papa.

Desde o falecimento de Francisco, eles já realizaram até o momento nove Congregações Gerais, como são chamadas as reuniões oficiais realizadas durante a sede vacante e antes de começar o conclave.

    Neste sábado, 3, estiveram presentes 177 cardeais, dos quais 127 são eleitores. Segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, os cardeais abordaram hoje o papel da Cúria em relação ao papa, o serviço da Igreja à causa da paz e “o desejo de que o próximo papa tenha um espírito profético, capaz de dirigir uma igreja que não se feche em si mesma, mas saiba sair e levar luz a um mundo marcado pelo desespero”.

    Esse tema enfrentou resistência durante o pontificado de Francisco entre as lideranças da Igreja na América Latina. O papa argentino defendeu continuamente que as paróquias devem “abrir as portas e deixar que Jesus possa sair. Tantas vezes temos Jesus preso nas paróquias conosco e nós não saímos e não deixamos que Ele saia!”

    Não é possível saber quem fez cada discurso nas congregações. O Vaticano apenas divulga quantas intervenções foram feitas em cada reunião. Neste sábado, 26 cardeais discursaram.

    Bombeiros instalam chaminé na Capela Sistina para conclave do sucessor de Francisco. Veja vídeo abaixo:

    Na reunião da última sexta-feira, 2, os cardeais discutiram os desafios que serão enfrentados pelo próximo pontífice e que são um “contra-testemunho”, como os abusos sexuais e os escândalos financeiros. Segundo Bruni, esses temas são afrontados “como uma ferida que deve ser mantida aberta, para que continue viva a consciência do problema e se possam individualizar caminhos concretos para a sua cura”.

    Entre outros temas, o Vaticano afirma que os cardeais já discutiram sobre a missão evangelizadora da Igreja, a necessidade de falar aos jovens e de renovação espiritual e pastoral, desafios econômicos e o sofrimento causado pela polarização dentro da Igreja e pelas divisões na sociedade.



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