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A Virgin Galactic, empresa aeroespacial do bilionário Richard Branson, afirma ter vendido “em torno de” 100 passagens para voos suborbitais desde que seu fundador realizou a primeira viagem comercial ao espaço, em julho deste ano. A ideia é fazer novas espaçonaves para levar dezenas de pessoas de uma só vez.
Ao todo, segundo um porta-voz da empresa, foram vendidas 700 passagens. Meta é vender 1.000 passagens até o final de 2022.
A Virgin entregou um relatório de faturamento que indica o valor de R$ 2,5 milhões por passagem, valor acima do que pagaram alguns clientes no começo R$ 1,3 milhão. “Estamos entrando em um período de aprimoramento da nossa frota, para melhorar a durabilidade e confiabilidade dos nossos veículos para o lançamento do nosso serviço comercial, no próximo ano”, disse o CEO da Virgin Galactic, Michael Colglazier.
“A demanda por viagens espaciais está forte. Estamos vendendo passagens acima do previsto”.
Richard Branson realizou o primeiro voo privado em direção ao espaço de 11 de julho de 2021. Sob as asas da “nave-mãe” VMS Eve, a VSS Unity alcançou a altitude de cerca de 15 mil metros até acionar seu próprio motor e chegar ao espaço em trajetória suborbital.
Durante o ponto mais alto da decolagem, o bilionário atingiu a microgravidade, que durou cerca de quatro minutos.
Com o sucesso do voo, Branson passou à frente de Jeff Bezos, da Blue Origin, por uma questão de alguns dias – Bezos viria a voar nove dias depois. A venda de cerca de 100 passagens representa uma boa notícia para a Virgin Galactic, que desde e o voo de seu fundador vem enfrentando diversos percalços;.
A autoridade de aviação civil dos EUA (FAA) anunciou em setembro que investigaria o feito, afirmando que o retorno da nave, na ocasião, havia seguido um curso não estipulado.
Paralelamente, um voo com a Força Aérea italiana – que usaria uma nave da empresa – acabou adiado quando testes de laboratório revelaram que alguns componentes a serem usados na missão estavam abaixo dos requisitos mínimos de qualidade e resistência.
Apesar do preço diferenciado, é bem provável que as diferenças tecnológicas empregadas entre as três empresas façam da Virgin Galactic a opção mais barata para interessados em voos espaciais.