
O site WikiLeaks divulgou três discursos que a candidata à presidência nos Estados Unidos Hillary Clinton fez para o Goldman Sachs. Estes são alguns dos discursos remunerados que a candidata fez para o banco.
O vazamento mostra o vínculo entre o Partido Democrata e o banco, um dos principais atores de Wall Street na disputa pela Casa Branca, que está chegando ao fim. Os documentos foram hackeados pelo site de John Podesta, chefe de campanha de Hillary.
Até o momento, a campanha da ex-secretária de Estado americana não questionou a autenticidade das notas divulgadas. No entanto, a equipe de campanha culpou o governo russo pela pirataria, opinião que é partilhada pelo governo americano, que ainda acusou o site de tentar ajudar o principal adversário de Hillary na campanha, Donald Trump.
A divulgação dos documentos sobre Hillary não foi a primeira a atingir os Estados Unidos. O WikiLeaks divulga há anos documentos oficiais do governo americano.
Nos discursos divulgados, a ex-primeira-dama opina sobre regulações financeiras, relações com Vladimir Putin, presidente da Rússia, além de falar sobre os efeitos negativos de uma divulgação anterior do WikiLeaks de documentos sobre a política externa americana. A opinião expressa por Hillary nestes discursos não difere da que ela expressa em pública, porém, ela apresenta um tom mais duro.
Em um texto apresentado em outubro de 2013, a ex-secretária de Estado sugere que é preciso fazer algo para frear os abusos em Wall Street, “por razões políticas”. “Também havia uma necessidade de fazer algo por razões políticas; quando se é um membro eleito do Congresso, e as pessoas em seu distrito estão perdendo empregos e as empresas estão fechando e todos na imprensa estão dizendo que é culpa de Wall Street, não se pode ficar sentado e não fazer nada”, disse.
Os discursos foram feitos por Hillary após ela deixar a secretaria de Estado e antes de iniciar as primárias democratas como pré-candidata à presidência dos Estados Unidos.