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Casarões do Centro de Vitória viram points para curtir a noite

Foto: Dayana Souza/AT Construídos entre 1894 e 1940, imóveis foram transformados em espaços culturais, com shows, exposições, saraus e oficinas ...

Casarões do Centro de Vitória viram points para curtir a noite
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Foto: Dayana Souza/AT

Construídos entre 1894 e 1940, imóveis foram transformados em espaços culturais, com shows, exposições, saraus e oficinas

Casarões do centro de Vitória, construídos entre os anos de 1894 e 1940, resistem ao tempo ao virar vitrines para artistas que fazem desses espaços verdadeiros points de shows, saraus, filmes, oficinas e exposições.

Pioneira no assunto e à frente da Casa da Stael, na Rua Sete, a produtora cultural Stael Magesck, 44, acredita ser responsável por levar uma nova geração ao Centro Histórico e hoje, dez anos depois, comemora a aparição de novos espaços.

“O coração do Centro é cultura artística. É isso que dá vida a esse lugar onde tudo começou. E o futuro é esse: investir na arte”, acredita.

A exemplo de Stael, os produtores culturais Heitor Righetti, 27, e Gil Melo, 31, abriram as portas da Casa Verde, ao lado da Catedral, a um público alternativo e apaixonado por música autoral.

“Não encontrávamos lugares para que as bandas produzidas pela nossa gravadora pudessem aparecer e vimos que o único espaço que abriria as portas seria a nossa própria casa”, conta Heitor.

Quem também percebeu esse movimento no Centro foi Raphael Gaspar, 35. Ele é diretor da Expurgação Filmes, produtora de vídeos que tem uma sede na região, utilizada como espaço multicultural. “Viemos para somar”, afirma.

Situados em áreas residenciais, esses espaços dividem opiniões. O rapper e produtor cultural Edson Sagaz, 44, dono da Casa da Barão, lamenta que ainda exista preconceito com a classe artística: “Quando não entendem o que você está fazendo, você é associado ao louco”.

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Na Rua Sete, a pioneira

Foto: Dayana Souza/AT

Desde pequena, a estilista, produtora cultural e bailarina Stael Magesck, 44, é frequentadora do Centro, mas foi em 2006 que passou a morar lá, em uma casa de 1940.

Fez da residência que alugou um espaço multicultural na Rua Sete, onde rolam saraus, almoços musicais, oficinas e feiras.

No espaço, livros e manequins para todos os lados. As paredes? Pintadas com cores vibrantes, assim como a personalidade da artista, hoje conhecida como a “loira da casa rosa”. “A neta do primeiro dono me disse que aqui era um lugar de música e gente feliz”, conta.

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Saraus e shows na Casa da Barão

Foto: Dayana Souza/AT

Construída em 1923, a residência de 24 cômodos se tornou a Casa da Barão há apenas dois anos. O espaço, do qual o rapper e produtor cultural Edson Sagaz, 44, é proprietário, tem como foco estimular a cultura urbana e serve de moradia para artistas.

Na laje, rolam shows e Sarau da Barão, evento mais importante do espaço, que terá nova edição na quinta à noite.

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Ensaio Aberto

Foto: Divulgação

No Corredor Criativo Nestor Gomes, o casarão da produtora de vídeos Expurgação foi construído no início do século 20. Desde 2010, são realizados eventos, para até 500 pessoas, no imóvel alugado pela empresa.

O mais famoso é o Ensaio Aberto, com apresentações musicais.

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Reportagem especial de Flávio Carvalho para o jornal A Tribuna do dia 16/07/2017

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