
Sem direito à defesa, 87 mulheres tiveram suas vidas interrompidas no Estado de janeiro até a última sexta-feira (14). Com requintes de crueldade, os assassinos matam as vítimas a tiros, facadas, pauladas e até colocam fogo nos corpos.
Da noite dessa quinta-feira (13) até a manhã de sexta, duas mulheres foram mortas. Uma delas foi a cabeleireira Lucimar Cupertino de Andrade, de 37 anos. Ela foi assassinada com mais de 10 facadas, em São Geraldo, Cariacica.
Segundo policiais, a vítima foi assassinada na noite de quinta-feira, e encontrada pelo ex-namorado dela — que chegou a ser detido — por volta das 21h30.
O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM). O suspeito foi ouvido pela delegada de plantão e liberado por falta de provas no envolvimento do crime.
Quem também entrou para as estatísticas foi a técnica em Enfermagem Amélia de Oliveira Ferreira, 42. Ela foi morta a facadas, e o acusado é o ex-marido. O crime aconteceu no posto de saúde onde a vítima trabalhava em Nova Venécia. A PM fez buscas na região, mas não localizou o acusado.
Em ambos os casos, a assessoria da Polícia Civil disse que não poderia passar detalhes para não atrapalhar o trabalho dos policiais.
O secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia, destacou que a região Norte lidera o número de assassinatos: foram 41 mortes neste ano, contra 36 na região metropolitana e 10 no Sul.
Ao comparar as estatísticas de 2015 — quando 110 mulheres foram mortas de janeiro até o dia 13 de outubro —, e 2016, André Garcia salientou que houve redução.
Porém, ele admite que em termos proporcionais ainda é um número muito alto considerando a população do Estado. Ele também observou que o Espírito Santo saiu da 2ª colocação para o 4º lugar no índice de mortes de mulheres no País.
A reportagem completa foi publicada na edição deste sábado (15) de A Tribuna.