
“De manhã cedinho, dava para ver, mas a maré está subindo e acho que até à noite não será possível ver mais”, disse.
Segundo a moradora da região, já foram vistos arraias no local, que “aparecem de ver em quando, mas uma baleia grande assim é a primeira vez”.

O diretor do Instituto Orca, Lupércio Barbosa, confirma que a baleia jubarte está morta e se trata de um animal adulto. De acordo com ele, o animal foi visto no local na noite de domingo, 3, e sua morte é recente, deve ter ocorrido há três dias, o que é constatado pela baleia está inchada.
Barbosa explica que gases são produzidos no abdômen do animal quando morre, que funciona como uma bolsa de ar e o leva para a superfície, fazendo-o parar na praia. “A região é de lateralitos, muitas pedras, e possivelmente o animal está preso em cima das pedras. Ela já subiu morte e foi se prendendo nos lateralitos”, explicou. “Então esse animal está preso e não vai sair mais”.
Segundo o diretor, pelas fotos que o instituto recebeu é possível ver que o abdômen da baleia está dividido em dois, e pode significar que há um cabo agarrado no local. “Alguma coisa está enrolada no meio do corpo dela. O ar expandiu, era para ficar uma bolha só”, disse.
O diretor destaca que se há alguma coisa amarrada na baleia, essa pode ser a causa da morte, ou ter sido amarrada após ter morrido.
Barbosa ressalta ainda que a espécie jubarte está ameaçada de extinção, e vem para o litoral brasileiro todos os anos em seu período migratório, que acontecem entre junho e outubro. “A maioria das baleias chegam mortas nas praias. Até agora, só foi registrado dois encalhes no Espírito Santo, contando com esse. Mas a temporada está só começando”, disse.
De acordo com Barbosa, a baleia encontrada em Santa Cruz ficará no local , pois não tem como chegar ao local do encalhe. “Tem que esperar e ver o que vai acontecer, a variação de maré. Se ela vier para a praia, tem que ver o que será feito”, explicou. A retirada da baleia da praia necessita de conhecimento e equipamento técnico e especializado.