
O futuro da capixaba Taise Bragança Moscon, 26 anos, pode ser a deportação (devolução compulsória) para o Brasil. Ela foi presa pelo FBI como integrante de uma quadrilha acusada de roubar dados e senhas de clientes em bancos.
A advogada Renata Castro, que tem escritório de imigração na Flórida (EUA) – ela não atua na defesa de Taise –, conversou com a reportagem de A Tribuna nessa quarta-feira (13) e explicou o que pode acontecer com a jovem.
Ela disse que é provável que Taise sofra deportação ao final do processo. “Apesar da detenção de Taise não ter origem em violação imigratória, é possível que ela responda, aleatoriamente, a processo imigratório.”
Ainda de acordo com a advogada, e dependendo do envolvimento de Taise e do tamanho da quadrilha, ela poderá se tornar uma informante do governo e pleitear o visto S. (um visto especial para quem cooperar com a polícia) “Mas acho pouco provável, uma vez que esse é um visto é raro e apenas 50 do tipo são emitidos por ano.”
Segundo ela, dos três que foram presos apenas Rodrigo dos Santos Ferrareze informou que é um cidadão americano naturalizado.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que é comunicado sobre prisões de brasileiros no exterior, mas que não comenta casos específicos.
O Itamaraty, por meio da assessoria de imprensa, disse que presta ajuda jurídica caso o preso não tenha condições financeiras para contratar advogado. Mas esse auxílio deve ser solicitado pela família.
Apesar de um defensor público estar acompanhando o caso de Taise, foi contratado um advogado criminalista de Mississippi para representá-la, segundo a Corte.
Dados recentes do Itamaraty revelam que, até o final de novembro deste ano, 139 brasileiros foram deportados, quase o dobro de 2016, quando 73 brasileiros foram enviados de volta ao País.
O número não levou em conta os brasileiros que estão presos e aguardam audiência, segundo o próprio Itamaraty.
Além das deportações, uma pesquisa divulgada pela imprensa revelou que pelo menos 95% dos brasileiros entrevistados em Boston tem ao menos um parente sem documentação legal no país e que mesmo com o cerco aos imigrantes sem documentos, familiares e amigos de quem já mora nos EUA continuam chegando com a intenção de fixar residência.
A reportagem completa sobre a prisão de Taise foi publicada na edição desta quinta-feira (14) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Eliane Proscholdt, Francine Spinassé e Leone Oliveira