
Para o diretor-executivo da Michael Page, Ricardo Basaglia, algumas profissões serão mais demandadas até 2030 por estarem alinhadas às necessidades das empresas e da sociedade. “Nossas vidas, carreiras e intimidade podem ser facilmente ameaçadas pelo roubo de informações na internet. Será de extrema importância combater as novas formas de violência, e a sociedade demandará enormes esforços nesse sentido, pois a ideia tradicional de segurança será muito ampliada e exigirá sofisticação em seus processos”, destacou Basaglia.
Segundo ele, outra profissão de suma importância no futuro será a de consultor de genoma. “Ele será uma espécie de ‘arquiteto de bebês’. Será mais comum que as pessoas procurem por profissionais especializados em genética avançada a fim de oferecer possibilidades de prevenção de doenças e até alteração nas características estéticas dos bebês”.
Futuro
Um estudo do Da Vinci Institute, consultoria americana dedicada a pesquisas sobre o futuro, que presta serviços para organizações como Nasa, projeta o desaparecimento de 2 bilhões de postos de trabalho até 2030. Segundo o consultor em futurologia e diretor-executivo do Da- Vinci Institute, Thomas Frey, “a única coisa certa até agora é que as pessoas estão ficando paranoicas sobre o futuro do trabalho”.
Desde o “boom” da internet nos anos 1990, pesquisadores e especialistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das instituições de ensino e pesquisa mais bem conceituadas do planeta, tentam prever o rumo e o impacto das transformações tecnológicas na vida e no trabalho. “A gente parte do pressuposto de que não temos noção do grau de transformações que vamos ter”, disse Maria Alice Frontini, presidente da MIT Sloan Club do Brasil, o clube dos ex-alunos brasileiros da instituição.
Thaíssa Dilly
