
No dia das crianças, a estátua da Mônica em São Paulo amanheceu sem cabeça. As estátuas da Turma da Mônica foram instaladas há um ano na praça Bel Fernando da Rocha, na Zona Sul da capital paulista, e estão depredadas. A Mônica está em pior estado, ainda com ferros expostos e pintura descascada.
O artista plástico Glaucio San, criador das estátuas, conta que já precisou reformá-las algumas vezes neste ano. No entanto, ele ficou arrasado ao saber que a Mônica está sem cabeça. “Há mais de um mês a praça está nesse estado”, disse. “Vejo que seria necessário retirar essas esculturas do local, se o poder público não tem como mantê-las protegidas e fazer a manutenção. Além, disso, corre o risco de alguma criança se machucar com as pontas de ferros expostas.”

Além da depredação dos bonecos, a segurança na praça é um problema para os moradores, que destacam medo de assaltos. Em 2015, a Subprefeitura de Cidade Ademar chegou a afirmar que negociava um aumento de policiamento no local e presença maior da Guarda Civil Metropolitana em eventos.
As crianças que brincam na praça acabam dividindo o espaço com vendedores ambulantes durante a semana, pois várias barracas são espalhadas perto de pontos de ônibus do local.
A estátua da Mônica com o Sansão foi inaugurada no dia 17 de outubro de 2015 e divide o espaço da praça com a gibiteca da Turma da Mônica e esculturas de personagens como Magali, Cebolinha e Cascão. A revitalização do espaço custou R$ 50 mil à Prefeitura de São Paulo, teve o aval do cartunista Maurício de Souza e foi realizada para oferecer um local de lazer para as crianças do bairro Jardim Miriam. No entanto, um dia após a inauguração os bonecos começaram a sofrer vandalismo.